licenciatura em teatro Archives | Escola de Teatro Célia Helena https://celiahelena.com.br/tag/licenciatura-em-teatro/ Tue, 11 Nov 2025 13:39:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://antigo.celiahelena.com.br/wp-content/uploads/2014/10/cropped-favicon-32x32.png licenciatura em teatro Archives | Escola de Teatro Célia Helena https://celiahelena.com.br/tag/licenciatura-em-teatro/ 32 32 Mostra Artística dos Trabalhos de Conclusão de Curso da Licenciatura em Teatro https://antigo.celiahelena.com.br/2025/10/28/mostra-artistica-tcc-bacharelado-em-teatro/ Tue, 28 Oct 2025 21:51:07 +0000 https://celiahelena.com.br/?p=38492 A Escola Superior de Artes Célia Helena convida toda a sua comunidade teatral a participar da Mostra dos Trabalhos de Conclusão de Curso da Licenciatura em Teatro, um momento de celebração, reflexão e compartilhamento dos percursos investigativos de nossos alunos.

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Mostra dos Trabalhos de Conclusão do Bacharelado em Teatro

Segundo semestre de 2025

“A experiência, a possibilidade de que algo nos aconteça ou nos toque, requer um gesto de interrupção, um gesto que é quase impossível nos tempos que correm: requer parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar, olhar mais devagar, e escutar mais devagar; parar para sentir, sentir mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão, escutar aos outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço.”

 Jorge Larrosa Bondía, Tremores: escritos sobre a experiência, 2022, p. 25.

“O Bacharelado em Teatro guarda profundo vínculo com a história, com a missão e com a identidade da ESCH, pautadas pela busca de uma formação artística e humana de excelência.”
Luah Guimarãez, coordenadora da Graduação da ESCH

A Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH) convida toda a sua comunidade teatral a participar da Mostra dos Trabalhos de Conclusão do Bacharelado em Teatro, um momento de celebração, reflexão e compartilhamento dos percursos investigativos de nossos e nossas estudantes.

Data e horário

11 de novembro, 17h

Local

Galpão do Célia Helena. Av. São Gabriel, 462

Nesta mostra, os(as) estudantes apresentam, de forma poética e instalativa, os assuntos discutidos em suas pesquisas de TCC. A variedade de temas evidencia a riqueza e diversidade de perspectivas que alimentam nossa Licenciatura em Teatro e sua proposta de uma pedagogia artística crítica e sensível.

Convidamos todos os corpos docente e discente do Célia Helena Centro de Artes e Educação a se juntarem a nós nessa celebração do conhecimento, da arte e da formação docente.

Professoras orientadoras

                 Gabriela Alcofra

               Luah Guimarães

                  Yonara Dantas

Professores debatedores

                 Gabriel Miziara

            Henrique Guimarães

                   Karina Almeida

Trabalhos de Conclusão de Curso — Bacharelado em Teatro

Apresentações

Carlo Piero Aloise, Gabriela Eugênio, Isadora Avruch da Costa, Júlia Schincaglia Gonçalves e Mariana Zitto

               Carlo Piero Aloise

6 atrizes em busca de um diretor. E um diretor em busca de si. Meios para a criação de uma dramaturgia colaborativa em teatro de grupo.

Este trabalho propõe uma investigação sobre os processos colaborativos em teatro, a partir da experiência prática com o coletivo As Bravas, grupo formado por alunas e um aluno do bacharelado em Teatro da Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH). A discussão se dá em diálogo com os modos e procedimentos de criação colaborativa do grupo paulistano Teatro da Vertigem, com especial atenção à sua Trilogia Bíblica, em particular à peça O paraíso perdido (1992). A partir dessa articulação, busca-se formular meios mais eficientes para lidar com questões comuns a artistas de teatro que aderem a esse modelo criativo. O processo colaborativo tem se mostrado eficaz na realização cênica de obras polifônicas, representativas das ideias e desejos dos integrantes de um grupo. Além disso, em resposta às criações coletivas da década de 1970, propõe, sem hierarquias desnecessárias, a reflexão sobre o pensamento do próprio coletivo criador. Conclui-se que, mesmo dentro de uma investigação colaborativa, existem desfalques e flutuações, como em qualquer outro modo de produção, tradicional ou coletivo, mas que o processo pode se revelar uma excelente alternativa para grupos que buscam, nas interferências e interpolações, a construção de uma obra híbrida e de caráter pessoal.

Palavras-chave: Teatro de grupo; Processo Colaborativo; Teatro da Vertigem; As Bravas; Criação Coletiva

               Gabriela Eugênio

Corpo que fala

A presente pesquisa aborda o corpo do artista da cena. O estudo foi desenvolvido por meio de experimentações práticas, observações em processos pedagógicos e leituras teóricas. O objetivo geral desta pesquisa é discutir a autonomia no trabalho do ator-criador e identificar estratégias para que este se mantenha ativo em períodos de inatividade. De acordo com o estudo desenvolvido, é possível demonstrar o percurso para a construção desse território de trabalho através de abordagens tanto exploratórias quanto qualitativas. Por fim, a pesquisa constatou a existência de fatores que possibilitam ao ator/atriz manter-se em atividade, mesmo em momentos de hiato.

Palavras-chave: Autonomia; Auto pesquisa; Corpo; Solidão.

    Júlia Schincaglia Gonçalves

Buscando presença através da memória

Esta pesquisa se desenvolveu a partir da realização de diferentes práticas de movimento e imobilidade que proporcionaram algo como uma expansão energética necessária à criação, na intenção de investigar como a expansão de consciência, obtida pela manipulação das energias corpóreas, podem conduzir o corpo atuante para um estado de presença pleno e a realização de movimentos mais orgânicos para a cena, que são aqueles que surgem naturalmente através da conexão com a respiração, fluxos energéticos e a percepção das estruturas corporais, que segundo Grotowski é o movimento gerado pelo impulso e prontidão física revelados pelo corpo. Junto do viés prático, a pesquisa acompanha um diário de montagem/práticas, cujo objetivo foi relatar os caminhos por onde o corpo atuante transitou ao longo da investigação, como: a exaustão, dramaturgias constituídas pela memória corporal e a dilatação energética pela imobilidade. Visando um estado de atenção e presença cênica e cotidiana mais ativas ao corpo da atriz-pesquisadora-autora. Portanto, o assunto central desse trabalho é a preparação desse corpo que antecede a cena, e a busca do movimento pelo movimento, que baseado em Cunningham, é a dança/expressão desassociadas da música ou da narrativa, onde o movimento surge de forma autônoma, experimental e aberta ao acaso, sem precisar ser algo conhecido ou esteticamente atraente, apenas uma movimentação ocasionada pelo impulso. O projeto gerou uma performance que viabiliza a expressão em fluxo livre do corpo atuante, que se movimenta pelo empírico e se guia pelo sensorial capaz de discursar sobre assuntos do “eu íntimo” que fruam para o coletivo. Além de uma arqueologia do processo criativo que contém análises teóricas e registros de relatos pessoais de práticas realizadas ao longo da pesquisa e do ano letivo.

 Palavras-chave: teatro, preparação, corpo, cena.

                           Isadora Avruch da Costa

A Lei de Fomento ao Teatro, o movimento Arte Contra a Barbárie e a sobrevivência do teatro de grupo na cidade de São Paulo

O presente trabalho visa analisar e produzir reflexões sobre a Lei de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo e seu impacto na produção do teatro de grupo durante seus dez primeiros anos de vigência, bem como sobre o movimento de classe Arte Contra a Barbárie, responsável por sua elaboração e posterior promulgação, a fim de pensar estratégias de viabilização das produções da cena teatral alternativa. Esta pesquisa foi realizada por meio do levantamento bibliográfico sobre o tema, tendo como referencial pesquisadores do campo das artes cênicas e da produção cultural, além de artistas que estiveram envolvidos com as pautas do movimento e, ainda, documentos produzidos pelo Arte e textos normativos diversos. Na primeira parte do trabalho, procurou-se tratar do conceito de teatro de grupo e de apresentar um panorama sobre o Arte Contra a Barbárie. Na segunda, discutiu-se a Lei de Fomento, seus efeitos, limites e possibilidades de aprimoramento. Concluiu-se que, apesar de suas limitações, o programa instituído pela norma em questão contribuiu com a manutenção e ampliação do teatro de grupo na cidade e deve, portanto, não só ser mantido, como aprimorado por meio do aumento de verbas, democratização do acesso, alteração da forma de avaliação pelas comissões e outras demandas que extrapolam seus contornos atuais.


Palavras-chave: Políticas públicas; Artes cênicas; Produção cultural; Economia da cultura; Produção alternativa.

                                    Mariana Zitto

M(eu) processo de vir a ser: a encruzilhada entre a vida e a arte

Este trabalho investiga a relação entre o ator e o personagem, tomando como ponto de partida a minha própria experiência cênica. Perguntas como “Quem sou eu como atriz e como pessoa?” e “Onde termina o personagem e começa o ator em cena?” orientam o percurso criativo e reflexivo da pesquisa. Trata-se de um mergulho subjetivo na busca pela minha expressividade enquanto artista-criadora, em que inquietações pessoais se transformam em prática, experimentação e ação. A pesquisa explora a corporeidade e a poética pessoal a partir de vivências ligadas ao amor, à dor e ao prazer das relações afetivas, considerando também as tensões entre autoconhecimento e amadurecimento. O caminho criativo parte de mim mesma para se abrir ao encontro com o outro, num processo de subjetivação em que a realidade é manipulada em favor da experiência estética. Como processo de pesquisa, desenvolvo um monólogo de dramaturgia autoficcional, construído a partir de práticas corporais. A cena é estruturada em torno dos elementos da natureza — terra, água, ar e fogo —, que, por meio de seus significados simbólicos, dão forma às dificuldades e à beleza do florescer do “vir a ser na criação”. O processo de criação inclui ainda a elaboração de fotos-performances, que não apenas visualizam esses elementos, mas também alimentam a cena performativa. Se a mente se perde, é o corpo em cena que a reencontra. A dimensão escrita do trabalho apresenta um relato processual, construído em forma de diário de bordo, no qual se articulam vivências práticas e referenciais teóricos. Trata-se, portanto, de uma reflexão sobre como encontrar a mediação entre o eu e o público, transformando o íntimo do processo de pesquisa em experiência compartilhada.

Palavras-chave: Performance; Processo; Autobiografia; Corpo; Expressividade

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Mostra Artística dos Trabalhos de Conclusão de Curso da Licenciatura em Teatro https://antigo.celiahelena.com.br/2025/10/07/mostra-tcc-licenciatura/ Tue, 07 Oct 2025 16:28:29 +0000 https://celiahelena.com.br/?p=37849 A Escola Superior de Artes Célia Helena convida toda a sua comunidade teatral a participar da Mostra dos Trabalhos de Conclusão de Curso da Licenciatura em Teatro, um momento de celebração, reflexão e compartilhamento dos percursos investigativos de nossos alunos.

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Mostra dos Trabalhos de Conclusão de Curso da Licenciatura em Teatro

Segundo semestre de 2025

 

“Nas temporalidades curvas, o tempo e memória são imagens que se refletem.”

— Leda Maria Martins

“A Licenciatura em Teatro foi concebida de modo a guardar profundo vínculo com a história, com a missão e com a identidade da ESCH, pautadas pela busca da formação artística e humana de excelência, capacitando profissionais para atuar no mundo do trabalho como professores de artes, especialmente de teatro, nas redes de escolas que compõem a educação básica.”
Eleonor Pelliciari

A Escola Superior de Artes Célia Helena convida toda a sua comunidade teatral a participar da Mostra dos Trabalhos de Conclusão de Curso da Licenciatura em Teatro, um momento de celebração, reflexão e compartilhamento dos percursos investigativos de nossos e nossas estudantes.

Data

14 e 21 de outubro

Local

Teatro do Célia

Horário

14/10, das 19h às 22h.
21/10, das 18h às 22h.

Orientadora

Yonara Dantas

Nesta mostra, os(as) estudantes apresentam, de forma poética e instalativa, os assuntos discutidos em suas pesquisas de TCC. A variedade de temas evidencia a riqueza e diversidade de perspectivas que alimentam nossa Licenciatura em Teatro e sua proposta de uma pedagogia artística crítica e sensível.

Convidamos todos os corpos docente e discente do Célia Helena Centro de Artes e Educação a se juntarem a nós nessa celebração do conhecimento, da arte e da formação docente.

Dia 14/10: professores debatedores

                 Gabriela Alcofra

               Leonardo Birche

                   Licko Turle

Trabalhos de Conclusão de Curso - Concluintes (8LN)

Apresentações

19h. Ana Semião, Eduarda Araújo, Junior Padovani e Karen Samyra.
20h. Fernando Pernambuco, Jennifer berg, Sabrina Hofstetter e Rosa Txutxá.
21h. Gustavo Zanela, Davi Dias, Paola Carvalho e Giovanna Gomieiro.

 

                                    Ana Semião

Máscara de Silenciamento

Este trabalho explora a relação entre memória ancestral, o silêncio através do lugar de onde venho, minha experiência pessoal como artista e os ensinamentos trazidos pelos meus. Trago como referência o livro Memórias da plantação, de Grada Kilomba, que apresenta uma reflexão sobre as formas de silenciamento de corpos negros e analisa como o silenciamento histórico impacta a trajetória educacional da população negra, com foco especial na experiência interiorana. Através do método da pesquisa autobiográfica e história oral, resgato memórias familiares, demonstrando como a educação formal frequentemente opera como mecanismo de apagamento cultural.

Palavras-chave: Memória ancestral; Silêncio; Educação; Teatro.

                                     Davi Dias

MediAção Cultural: um resgate ilustrativo da memória de um ator-mediador

O presente trabalho foi desenvolvido a partir de inquietações vindas da minha experiência como estagiário e mediador cultural, integrando a equipe educativa de uma exposição de arte contemporânea, chamada 22ª Bienal Sesc Videobrasil: A memória é uma ilha de edição. Dentro desta vivência, busca-se articular a prática da mediação em espaços de educação não formal, a partir dos repertórios artísticos de um formando em Artes Cênicas. Aqui ressalto, o domínio do corpo e da presença cênica, a escuta sensível aliada à capacidade de improvisação, a construção narrativa voltada à criação de sentidos, e a consciência cultural e política como fundamentos de uma atuação artístico-pedagógica direcionada à fruição e à formação de público. Essa vivência teve papel significativo em meu processo formativo, permitindo ampliar meu olhar e minha prática como artista e educador. Complementarmente, nesta pesquisa, recorro ao desenho/ilustração como dispositivo poético e de diálogo, resgatando, por meio da imagem, minhas memórias e impressões marcantes deste processo.

Palavras-chave: Mediação Cultural; Artes Cênicas; Artes Integradas; Espaços Expositivos; Memória.

                                Eduarda Silva Araújo

Aldeia Quilombo: a autoestima como práticas de transgressão nos espaços educacionais

A presente investigação visa estabelecer uma pesquisa dentro do conceito Aldeia Quilombo, criando um entrelaçamento no fator principal de minha pesquisa: a autoestima. É através da autoestima que o trabalho se desenvolve, como proposta de caminhos educacionais onde a valorização e o resgate cultural sistematizem novos caminhos dentro da educação, onde todas as crianças possam se reconhecer através de uma história que não a única. Nesse caminho de pesquisa, questionarei a branquitude enquanto sistema, lugar de poder na qual o imaginário se sistematiza como noção universal do saber. Trago como referencias primordiais os escritos de Mestre Nego Bispo, Abdias do Nascimento e bell hooks.

Palavras-chave: Escolas Brasileiras; Racismo; Educação; Autoestima.

                            Fernando Pernambuco

Teatro, Eutonia e Escola: conexões para uma Educação Integral

Esta pesquisa investiga o ensino de teatro no contexto escolar, articulando-o com os recursos pedagógicos da Eutonia, a fim de compreender como essa abordagem pode contribuir para a formação integral dos estudantes. Parte-se da premissa de que a inserção da Eutonia no ensino de teatro possibilita ampliar a percepção corporal, favorecer a consciência sensório-motora e potencializar processos criativos, promovendo um aprendizado mais significativo. Nesse percurso, busco responder às seguintes questões: por que Eutonia? Por que teatro e Eutonia? E por que teatro e Eutonia no espaço escolar? A metodologia adotada é a autoetnografia, que permite a reflexão crítica a partir da minha própria experiência como praticante e pesquisador. Essa perspectiva possibilita o diálogo entre vivências pessoais e contextos pedagógicos mais amplos, tornando visível a dimensão subjetiva do processo investigativo. Reconhecendo, no entanto, que a articulação entre teatro e Eutonia é atravessada por experiências singulares, este trabalho inclui também relatos de profissionais das Artes Cênicas e da Eutonia, com o intuito de ampliar a compreensão acerca das possibilidades e dos desafios desse encontro. Complementarmente, realizo uma revisão bibliográfica, de modo a situar a pesquisa em um campo teórico já consolidado, estabelecendo relações entre fundamentos da pedagogia teatral, da educação somática e das práticas corporais. Essa revisão fornece subsídios para analisar em que medida a Eutonia pode enriquecer metodologias de ensino do teatro na escola, não apenas como técnica auxiliar, mas como um eixo capaz de promover uma educação mais sensível, crítica e integradora. Assim, o estudo propõe compreender a pertinência da Eutonia como recurso pedagógico no ensino de teatro, evidenciando sua contribuição para uma formação que contempla corpo, pensamento e sensibilidade em um processo educativo integral.

Palavras-chave: Teatro; Eutonia; Escola; Educação Somática; Pedagogia.

                          Giovanna Gomiero Lima

Fotos narrativas: um estudo sobre o encontro da contação de histórias com a fotografia

O presente trabalho foi desenvolvido a partir de um desejo pessoal de compreender como uma imagem fotográfica poderia ser capaz de contar uma história. Usando conceitos narrativos de Walter Benjamin e Byung-Chul Han, podemos ver aqui uma trajetória do ser humano como um ser narrativo, como a ideia de narração está ligada à nossa cultura e modo de viver e o que vivemos hoje no mundo moderno com o que chamam de “a crise da narração”. Após entender esses conceitos, trago a fotografia como uma forma de contar histórias que consegue, por vezes, sobreviver à crise narrativa atual, e como a leitura de imagens e o uso da fotografia pode ser benéfico dentro de um contexto escolar, a partir dos conceitos de Ana Mae Barbosa. O trabalho possui fotos produzidas por mim, ou do meu acervo pessoal que ilustram conceitos e momentos descritos ao longo do trabalho, além de uma produção feita especificamente para esta pesquisa, como forma de experimentação da contação de histórias através da fotografia.

Palavras-chave: Contação de Histórias; Narrativas; Fotografia; Educação.

                                 Gustavo Zanela

A experiência de imaginar no espetáculo infantil “Alice no seu Pequeno Grande Quarto das Maravilhas”

O presente trabalho discute o espetáculo infantil “Alice no seu Pequeno Grande Quarto das Maravilhas” do Grupo Arte Simples de Teatro, estreado em 2023 no Teatro Arthur Azevedo no bairro da Mooca, Zona Leste de São Paulo, e que continua em plena atividade. A partir da peça, o objeto de investigação é analisar alguns pontos escolhidos do espetáculo, um espaço inventado a partir da imaginação, elenco formado por drag queens e as crianças usarem sua criatividade em interações constantes com as atrizes. Para aprofundar, Lev Vygotsky é usado como principal base referencial teórica. O espetáculo é uma experiência de imaginação e criação de repertório para quem assiste. A pesquisa conclui como é importante para a infância terem espaços e oportunidades para as crianças brincarem, usar a imaginação e ser o que elas quiserem.

Palavras-chave: Imaginação; Experiência; Crianças; Alice no País das Maravilhas.

                                   Jennifer Berg

Violência silenciosa: uma análise da subjugação e a gestão dos corpos no contexto político e social atual

Este trabalho parte da minha vivência pessoal para investigar como instituições sociais, políticas e principalmente religiosas, moldam e controlam os corpos. Desde minha infância, experiências marcadas por regras rígidas e limitações corporais revelaram um processo de subjugação silenciosa, no qual a disciplina se estende do corpo à subjetividade. A análise dialoga principalmente com Michel Foucault e Giorgio Agamben, demonstrando como a vigilância e a exclusão produzem corpos dóceis, úteis e obedientes. Ao mesmo tempo, dialoga também com bell hooks, trazendo uma perspectiva crítica sobre as opressões. Este estudo busca, assim, compreender os mecanismos que restringem a liberdade corporal e propõe a achar caminhos de emancipação por meio da consciência crítica.

Palavras-chave: Corpo; Subjugação; Disciplina; Liberdade.

                 José Orlando Berto de Lima Junior

Mátria

Este trabalho traz em seu caminhar a história de duas mulheres pretas, nordestinas, mães solos e analfabetas. A primeira é Maria Lúcia (1950-2017), minha avó. No primeiro capítulo, conhecemos brevemente sua história de vida, suas dores, lutas, resiliência e o entrelaçamento de sua vivência com a história da educação brasileira nas décadas de 1950, 1960 e 1970. No segundo capítulo a história é de minha mãe, Cicinha, conhecemos sua engenhosidade, força, lutas e desrupturas, o acompanhamento da história educacional do país segue, dessa vez nas décadas de 1980 e 1990. No terceiro capítulo chegamos até minha história, sendo o primeiro da família a ingressar no Ensino Superior, a partir de minha história, entramos na era educacional dos anos 2000 e da década de 2010, além das novas leis e diretrizes educacionais do país. Esta pesquisa tem como finalidade questionar através de três gerações distintas, quem pode acessar o ensino superior no país, fazendo uma linha do tempo em forma de uma árvore genealógica, entendendo e decifrando as raízes por trás de um movimento e de um plano racista, que fez e faz com que pessoas pobres em sua grande maioria, pessoas pretas, não consigam ingressar no ensino superior. 

Palavras-chave: Educação; Autonomia; História; Infância; Memória.

                      Karen Samyra dos Santos

Entrelaçamentos entre ancestralidade e educação: o papel das narrativas e trajetórias ancestrais dentro do processo de ensino-aprendizagem

A pesquisa investiga o papel da ancestralidade e da valorização da integralidade do educando no contexto da educação, tomando como corpo-poético o livro Macabéa – Flor de Mulungo, de Conceição Evaristo. A autora entrelaça a personagem Macabéa, de A Hora da Estrela, com Maria de Jesus, sua avó materna, para refletir sobre a educação de jovens dissidentes, sobretudo em escolas públicas, ressaltando como histórias de vida, culturas e trajetórias familiares influenciam o aprendizado. O conceito de “insignificância” é utilizado para discutir o apagamento social e cultural, evidenciando a forma como estudantes de comunidades periféricas, em especial aqueles de famílias chefiadas por mulheres negras, são invisibilizados no sistema educacional. A partir dessa análise, a pesquisa propõe que a educação seja compreendida de maneira ampla e multifacetada, indo além do ensino formal e reconhecendo dimensões como raízes, memórias e histórias ancestrais dos educandos. Inspirada em bell hooks, que entende a educação como prática de liberdade, a investigação defende um olhar atento e inclusivo para a integralidade dos estudantes, valorizando suas experiências e identidades como parte fundamental do processo pedagógico. Ao dialogar com a noção de epistemicídio, denuncia-se a marginalização do conhecimento dos povos racializados, reforçando a urgência de práticas educativas que reconheçam a diversidade de saberes. Assim, a pesquisa contribui para pensar uma educação que respeite trajetórias culturais e ancestrais, revertendo invisibilidades históricas e tornando-se um espaço de libertação, autodescoberta e transformação social.

Palavras-chave: Ancestralidade, Educação integral; Invisibilidade; Epistemicídio; Mulheridades.

                      Paola dos Santos Carvalho

Rir para não silenciar: Stand-up como voz das margens 

Este trabalho apresenta o stand-up comedy como linguagem de resistência, denúncia e afirmação de identidades marginalizadas. Partindo de uma experiência pessoal com o riso e de um olhar de espectadora, a pesquisa seleciona artistas que transformam o palco em espaço político, como Thiago Ventura, Whindersson Nunes, Tatá Mendonça, Ali Wong, Hannah Gadsby e Hasan Minhaj. Além da apresentação desses artistas e de seus discursos, o trabalho articula reflexões teóricas sobre o riso em autores como Bergson e Freud, ressaltando que o humor nunca é neutro, mas cumpre funções sociais que podem tanto reforçar exclusões quanto gerar resistência. O percurso metodológico consistiu em uma leitura crítica de bibliografia acadêmica, obras audiovisuais e apresentações de stand-up, buscando compreender como o riso opera como ferramenta política. Conclui-se que o stand-up não se limita ao entretenimento, mas deve ser reconhecido como uma linguagem capaz de disputar narrativas, dar visibilidade a corpos marginalizados e afirmar vozes historicamente silenciadas.

Palavras-chave: Riso; Stand-up comedy; Resistência; Crítica social; Identidade.

                                  Rosa Txutxá

Inventário vivo de Guapiara: educação, memória e resistência de saberes às margens do rio Apiaí-Mirim

Este trabalho tem como objetivo a criação do Inventário Vivo como uma prática de cuidado e reconhecimento da memória no contexto de apagamento étnico e cultural das comunidades rurais de Guapiara, no interior sudoeste do estado de São Paulo, marcadas por narrativas orais e modos de vida tradicionais. A pesquisa adota uma abordagem autoetnográfica e interdisciplinar, articulando saberes da arte, da educação e da antropologia para compreender como as memórias coletivas, corporais e territoriais são preservadas e transmitidas nesses territórios, a partir do conceito do Bem Viver. A pesquisa combina análise bibliográfica, estudo de caso e vivências em chão vivo, com escuta de artesãos, anciãos e agricultores da região. O Inventário Vivo é concebido como registro expandido, que reconhece o corpo, o tempo cíclico e os modos de vida coletivos como tecnologias ancestrais de ensino. O estudo também busca compreender seu potencial para fortalecer práticas educativas enraizadas nos saberes locais, contribuindo para uma atuação artística comprometida com a justiça epistêmica e para políticas culturais que reconheçam e valorizem essas formas de conhecimento. Os resultados apontam o Inventário Vivo como ferramenta de resistência, criação e ensino, com aplicação em contextos educativos, museológicos e comunitários.

Palavras-chave: Bem Viver; Comunidade; Inventário vivo; Tapera; Agricultura.

                 Sabrina Belén González Hofstetter

Paraguai, Brasil e eu: anotações sobre arte, cultura e tradição

O presente trabalho tem como objetivo resgatar memórias familiares e pessoais, apresentando a trajetória da autora desde a infância até a atualidade. O estudo destaca aspectos relacionados à identidade paraguaia, à ancestralidade e às vivências no território paraguaio sob a perspectiva da autora. Além disso, aborda a experiência de ser estrangeira no Brasil, trazendo uma discussão fundamentada nos aportes teóricos de Paulo Freire e Néstor García Canclini acerca da cidadania e da emancipação. O trabalho também contempla reflexões sobre os benefícios destinados a migrantes e a legislação vigente, com ênfase na Lei n. 13.445/2017, conhecida como Lei de Migração. Trata-se, portanto, de uma narrativa acadêmica construída a partir de vivências pessoais e coletivas, que evidencia o diálogo entre memória, identidade e processos de pertencimento.

Palavras-chave: Identidade paraguaia; Cultura; Memória; Migração.

Dia 21/10: professores debatedores

         Karina Almeida

          Laerte Mello

         Rodrigo Audi

          Silvani Moreno

Trabalhos de Conclusão de Curso - Concluintes (8LM)

Apresentações

18h. Emília Helena, Gabriela Giardino (Woods) e Mateus Pigari
19h. Cauã Stevaux, Anna (Akari) Kagawa, Gabriel Kadowaki e Beatriz Lino (Bisilds)
Intervalo
20h30. Gabriella Liberman, Ruan Mesquita, Isadora Lodi e Tamires Reame
21h30. Pedro Gurgel, Bertha Rosenbaum e Catherine Lins

 

                    Anna Tejon Kagawa (Akari)

Ao infinito e além: um estudo de caso sobre animações em Toy Story

A pesquisa tem como objetivo a reflexão sobre a importância das animações como narrativas contadas de maneira criativa e que instiga o pensamento crítico, dentro dos temas apresentados em cada história, no público que assiste, independentemente da faixa etária. Inicialmente, é estabelecido um panorama histórico das animações em questão de técnica e narrativa. Depois, discorro sobre os paradigmas sociais sobre animações. Por fim, por meio de uma análise do filme Toy Story (Lasseter, 1995), busco entender como animações conseguem quebrar os paradigmas citados, por serem um meio que comunica uma mensagem de forma efetiva e bem desenvolvida, gerando, dessa forma, debates e reflexões sobre estas mensagens. A escolha do filme se deu tanto por sua importância histórica, quanto pela originalidade em sua narrativa que gera uma conexão com o público em geral ao apresentar lições sobre amizade e pertencimento dentro de um coletivo pelo olhar de brinquedos que ganham vida longe do olhar humano.

Palavras-chave: Animação; Toy Story; Produção cinematográfica.

                                Beatriz Lino (Bisilds)

Gestos da plateia: o aplauso como linguagem social no teatro

Este Trabalho de Conclusão de Curso investiga o aplauso no teatro como prática social, analisando suas funções simbólicas, políticas e culturais em diferentes contextos históricos. A pesquisa não se organiza de modo puramente cronológico, mas a partir das relações entre teatro e estruturas de poder, compreendendo o gesto como linguagem coletiva e marcador social. Ao longo dos capítulos, discutem-se as formas como distintos públicos — elites, burguesia e camadas populares — construíram modos de reagir à cena, transformando o aplauso em instrumento de distinção, adesão, contestação ou ritual. O estudo articula fontes teóricas, relatos históricos e reflexões estéticas para mostrar que esse gesto aparentemente simples nunca é neutro: ele traduz comportamentos sociais, regula a relação entre artistas e espectadores e revela disputas simbólicas que atravessam a cultura teatral. Assim, o trabalho contribui para compreender o teatro como espaço de negociação entre cena e sociedade, em que a plateia não apenas assiste, mas participa ativamente da experiência cênica.

Palavras-chave: Aplauso; Teatro; Recepção; Rito; Comportamento social.

                    Bertha Miranda Rosenbaum

As imagens das infâncias na vida: reflexões a respeito do Limiar e Brincar

Esta pesquisa tem como eixo central o conceito de limiar, formulado por Walter Benjamin como zona intermediária de indeterminação e espera, situada entre dois estados ou territórios. A investigação buscou identificar em que contextos contemporâneos ainda se manifestam tais zonas, entendidas como espaços inaugurais da experiência. Nesse percurso, destacou-se o brincar, compreendido como experiência indissociável da infância e profundamente relacionado ao limiar. De acordo com Winnicott, o brincar ocorre em um espaço-tempo de indefinição entre o eu e o outro, entre o imaginativo e o real, possibilitando a criação de sentidos novos a partir da mobilização do corpo, da imaginação e da relação com o mundo. Nesse espaço indeterminado, a criança inicia modos de habitar o mundo por meio da experimentação, sem a busca de pontos fixos de partida ou chegada. Defende-se que as imagens da infância – brincar e limiar – evidenciam formas de relação progressivamente ocupadas pelas virtualidades digitais. Diante disso, propõe-se refletir sobre estratégias que reabram espaços de experiência no presente, sugerindo, ao final, práticas docentes que favoreçam vivências ligadas ao brincar e ao limiar.

Palavras-chave: Brincar; Limiar; Experiência; Infâncias.

                    Catherine Bandeira Lins Böttcher

O bilinguismo através da arte: a essencialidade de recursos artísticos no processo de aprendizagem de um idioma estrangeiro

Esta pesquisa relata o estudo de idiomas estrangeiros por meio de recursos artísticos, destacam-se dentre eles a música e o audiovisual. Iniciando-se no surgimento das famílias linguísticas e na necessidade do idioma próprio, a pesquisa engloba estratégias embasadas no consumo artístico para a fluência de um idioma não materno. Contando com o relato de pessoas trilíngues e poliglotas, entre eles o meu pessoal, bem como de professores de diversos idiomas no ensino infantil e fundamental, o presente trabalho aprofunda-se no reconhecimento de signos idiomáticos e na sua memorização, consciente e inconsciente, quando auxiliados pelos recursos acima citados. A presente pesquisa reforça, portanto, a necessidade e relevância da arte na aprendizagem de pessoas que buscam se aprofundar em um novo universo linguístico, bem como o oferecimento de práticas para educadores que desejam incorporar arte em suas metodologias de ensino, enriquecendo sua didática com abordagens culturalmente diversificadas.

Palavras-chave: Linguagem; Música; Audiovisual; Idioma; Ensino-aprendizagem.

                            Cauã Silveira Stevaux

Sintoma de dysphoria: práticas performáticas em corpos transicionais

Por meio desta pesquisa, elaboro um percurso investigando a disforia como sintoma epistemológico da contemporaneidade: uma descategorização do sistema binário, uma desordem febril, um sinal de transformação planetária sem precedentes. As pandemias, o poder bélico, os microplásticos, o acoplamento da identidade em escalas cibernéticas e a cooptação das novas tecnologias pelo neoliberalismo compõem o cenário que evidencia as estratégias de hackeamento enquanto meio de sobrevivência para corpos subalternizados. Se o colonialismo se mascara através das ficções de “normalidade” e “naturalidade”, por meio da holofotação de corpos dissidentes, nesta pesquisa o processo é de protagonismo desses corpos, que se tornam eixo condutor histórico para a construção de proposições interdisciplinares e para algum movimento de coexistência no cenário disfórico contemporâneo.

Palavras-chave: Artificialidade; Gênero; Humanidade; Performance.

                                   Emília Helena

Camaleônica I – Exórdio: Um prefácio sobre alteridade

Este trabalho busca analisar dentro das artes interpretativas, aqueles que buscaram e lapidaram suas personagens a partir de experiências/práticas/métodos da anulação/suspensão do “Eu”. Com base no trabalho filosófico de Emmanuel Lévinas (1906-1995), utilizo de partes de sua pesquisa para formar o léxico que norteará a leitura de procedimentos e pesquisas teatrais de Jerzy Grotowski (1933-1999) e do sistema italiano do século XVIII de declamação e gestos (La Drammatica) classificados pela pesquisadora italiana Anna Sica. O objetivo é a análise da figura do “Eu” em um recorte de processos artísticos que passam pela discussão da anulação do “Eu” tendo como embasamento filosófico as pesquisas de Lévinas.

Palavras‐chave: Emmanuel Lévinas; Jerzy Grotowski; Eleonora Duse; La Drammatica; Edward Craig.

                            Gabriela Giardino 

Atividade da palavra: diálogos entre Glorinha Beuttenmüller e o Grupo TAPA

O presente trabalho tem como tema a pedagogia em cena Atitude da Palavra, desenvolvido pelo Grupo TAPA. A aproximação se dá com base no Método Espaço-Direcional Beuttenmüller, criado pela fonoaudióloga Maria da Glória Cavalcanti Beuttenmüller. Por sua origem vinculada à fonoaudiologia, o método exige do ator um aprofundamento nos aspectos vocais que ultrapassam o conhecimento convencional, demandando familiaridade com exercícios específicos e a compreensão do aparelho fonador como um instrumento complexo, analisado sob as perspectivas fonéticas e fonológicas. Considerando que o método foi desenvolvido pelo Grupo Tapa para o teatro de texto, estabelece-se como princípio fundamental a centralidade da palavra, que deve ser transmitida ao espectador com integridade, intenção, cor e forma. Como complemento prático, propõe-se um plano de exercícios preparatórios que visa apoiar o processo de assimilação e execução das práticas abordadas. Este trabalho, portanto, propõe uma reflexão sobre os caminhos de preparação possíveis para o ator ingressar no teatro de texto por meio da Atitude da Palavra.

Palavras-chave: Preparação vocal; Glorinha Beuttenmüller; Atitude da palavra; Teatro de texto; Fonoaudiologia.

                            Gabriella Liberman 

Arte e educação: Desafios éticos e políticos para uma prática pedagógica transformadora 

Este trabalho tem como finalidade investigar e analisar a arte-educação no Brasil a partir de um viés ético e político, compreendendo-a não apenas como uma prática pedagógica, mas também como um instrumento de transformação social. Busca-se refletir sobre o papel fundamental do educador na construção de uma educação libertadora e inclusiva, capaz de promover o pensamento crítico, a consciência coletiva e a emancipação dos sujeitos. Nesse percurso, são retomados os ensinamentos e as contribuições de grandes referências no campo educacional e artístico, como Paulo Freire, que defende uma pedagogia dialógica e humanizadora; Ana Mae Barbosa, precursora da arte-educação no Brasil; e bell hooks, pensadora que articula a pedagogia crítica, ressaltando a importância da educação como prática de liberdade e resistência. A partir disso, este estudo pretende evidenciar como a arte-educação pode se consolidar como prática transformadora quando fundamentada em bases éticas e políticas comprometidas com a democracia, a diversidade cultural e a justiça social.

Palavras-chave: Autonomia; Democracia;Diversidade cultural; Justiça social.

                    Gabriel Naoki Kadowaki

Incentivo à  cultura: como o teatro musical brasileiro se consolida a partir da Lei Rouanet

O teatro musical no Brasil possui uma longa trajetória, desde os teatros de revista, teatro musicados, até os dias de hoje com musicais importados da Broadway (Estados Unidos) e do West End (Inglaterra), caracterizados pelas suas produções com grande orçamento, feito em grandes teatros, feito por atores, bailarinos, cantores renomados. Na última década, o número dessas superproduções aumentou no cenário cultural brasileiro, especialmente nas grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. Essas montagens são viabilizadas majoritariamente através da Lei Rouanet – o principal instrumento de financiamento de projetos culturais do país. Essa legislação permite que empresas e pessoas físicas destinem parte de seus impostos para apoiar projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura. Este trabalho propõe uma análise da Lei Rouanet, destacando seus aspectos positivos e negativos, reforçando a importância de um entendimento mais aprofundado sobre essa lei, principalmente por parte dos estudantes e profissionais das artes. Além disso, a pesquisa tem como objetivo investigar a situação financeira do teatro musical brasileiro, inspirado nos modelos estrangeiros, a partir dos dados de captação de recursos via Lei Rouanet nos últimos 10 anos, com especial ênfase no ano de 2024.

Palavras-chave: Lei Rouanet; Captação de recurso; Teatro musical; Proponentes.

                                    Isadora Lodi

O letramento científico na formação de arte-educadores

A pesquisa discute a importância do letramento científico para docentes de disciplinas não-científicas, em especial, da licenciatura em teatro, a favor do bem-estar coletivo e individual, físico e psicológico dos indivíduos. A investigação parte da compreensão de como os saberes docentes se constituem, respeitando a complexidade e a diversidade do processo, e como o letramento científico se insere nesse contexto. Em paralelo, foram levantados aspectos da ética ligada à docência, no intuito de reforçar o dever dos professores de se informar com responsabilidade epistêmica, e acumular um repertório que ofereça ao docente fundamentos científicos sobre temas pertinentes às relações comuns que pairam o lecionar.

Palavras-chave: Letramento científico; Saberes docentes,; Ética; Ensino de teatro.

                             Mateus Pigari Freitas

O pensamento de Meyerhold em Antunes Filho: uma comparativa entre mestres a partir da leitura de Sebastião Milaré 

Tendo como eixo central o livro Hierofania: o teatro segundo Antunes Filho, de Sebastião Milaré, esta pesquisa propõe uma relação entre os métodos e técnicas de trabalho do diretor brasileiro Antunes Filho (1929-2019), e do encenador russo Vsévolod Meyerhold (1874-1940). A motivação do estudo nasce tanto da experiência pessoal que vivi dentro do CPT (Centro de Pesquisa Teatral), dirigido por Antunes Filho, quanto da leitura da obra Do teatro, de Meyerhold. O paralelo estabelecido é fundamentado sobretudo pelo livro de Milaré, em diálogo com as obras Do teatro e Vsévolod Meyerhold: ou a invenção da encenação, de Gerard Abensour. A partir desse percurso, identifiquei semelhanças marcantes não apenas nos procedimentos e métodos de ambos, mas também no modo de conduzir o trabalho com os elencos. Trata-se, de evidenciar a singularidade com que dois dos maiores diretores de teatro da história desenvolveram seus métodos, suas posturas diante da cena e suas concepções de encenação.

Palavras-chave: Método; Técnica; Diretor; Encenador.

                                  Pedro Gurgel

Função da arte diluída em sociedade

Este trabalho apresenta um relato pessoal das minhas experiências com a arte e a educação, focando na utilização dos jogos teatrais como objeto de pesquisa. Exploro como minhas vivências no teatro, incluindo frustrações e aprendizados, moldaram minha visão sobre a educação e o papel dos jogos teatrais nas escolas. O embasamento teórico inclui o texto “O Lúdico na Educação Infantil: Jogar, Brincar, uma Forma de Educar” (2020), de Sandra Regina Dallabona e Sueli Maria Schmitt Mendes, e as definições de jogos propostas por Johan Huizinga e Peter Slade. Além disso, integro as perspectivas do psicanalista Donald Woods Winnicott sobre a importância da expressão criativa para a saúde mental e o desenvolvimento pessoal, assim como os conceitos de Lev Vygotsky sobre o brincar, para fortalecer a argumentação sobre o valor do teatro e das atividades lúdicas nas escolas.

Palavras-chave: Educação; Brincar; Experiência; Peter Slade.

                                Ruan Mesquita

Expressão artística, símbolo e transformação: práticas artísticas como caminho de autoconhecimento 

Este trabalho investiga a prática artística como via de autoconhecimento, integração psíquica e transformação pessoal. A pesquisa dialoga com a psicologia analítica de Carl Gustav Jung, especialmente os conceitos de Self, individuação, sombra, anima e animus, bem como com a compreensão do sagrado em Mircea Eliade e a dimensão espiritual da atuação teatral em Mark Olsen. A arte é compreendida não apenas como expressão estética, mas como experiência simbólica capaz de mediar o encontro entre consciente e inconsciente, revelando conteúdos individuais e coletivos. Nesse percurso, os exercícios criativos surgem como dispositivos de experimentação que potencializam a expressão do inconsciente e a integração de polaridades psíquicas. O estudo propõe, assim, compreender de que maneira a criação artística pode favorecer processos educativos, espirituais e transformadores, utilizando símbolos arquetípicos e promovendo um espaço de formação integral do ser humano.

Palavras-chave: Psicologia analítica; Processo criativo; Expressão artística; Integração psíquica; Simbolismo.

                           Tamires Reame da Silva

Estesia e experiência estética: a Percepção do corpo presente e sensível

Este trabalho discute o papel da arte imersiva como forma de resgatar a possibilidade de estesia — a capacidade de experienciar e reconhecer o corpo e sua sensorialidade como partícipe da experiência estética — em sujeitos imersos na chamada “Era das Telas”, período marcado pela predominância das tecnologias digitais e pela primazia visual. A pesquisa parte de uma inquietação pessoal sobre os notáveis efeitos anestésicos e dissociativos de uma relação fragilizada entre indivíduo e mundo em decorrência da mediação predominante de dispositivos tecnológicos na experiência vivida, reconhecendo na arte um caminho possível de reconexão com o corpo e com o mundo. Esse estudo articula fundamentos da experiência estética a partir dos pensamentos de comentadores como Jorge Larrosa e da teoria crítica considerando Hans Ulrich Gumbrecht. Associo à pesquisa, ainda, ao conceito de fenomenologia a partir do pensamento de Maurice Merleau-Ponty a fim de refletir sobre os modos contemporâneos de percepção e a potência da arte imersiva frente ao empobrecimento sensorial. Abarco, ainda, a discussão sobre a impossibilidade da experiência sensível em decorrência de interfaces digitais. Para evidenciar estratégias sensoriais como forma de resistência estética à tecnomediação da experiência, são analisadas obras de arte contemporâneas que operam nesse sentido de resistência.

Palavras-chave: Estesia; Experiência; Percepção; Arte imersiva.

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Mostra dos Trabalhos de Conclusão de Curso da Licenciatura em Teatro https://antigo.celiahelena.com.br/2025/05/19/mostra-dos-trabalhos-de-conclusao-de-curso-da-licenciatura-em-teatro/ Mon, 19 May 2025 14:07:00 +0000 https://celiahelena.com.br/?p=36391 A Escola Superior de Artes Célia Helena convida toda a sua comunidade teatral a participar da Mostra dos Trabalhos de Conclusão de Curso da Licenciatura em Teatro, um momento de celebração, reflexão e compartilhamento dos percursos investigativos de nossos alunos.

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Mostra dos Trabalhos de Conclusão de Curso da Licenciatura em Teatro

Primeiro semestre de 2025, Turma 4

“nós somos o começo, o meio e o começo” 

Nego Bispo

“A Licenciatura em Teatro foi concebida de modo a guardar profundo vínculo com a história, com a missão e com a identidade da ESCH, pautadas pela busca da formação artística e humana de excelência, capacitando profissionais para atuar no mundo do trabalho como professores de artes, especialmente, de teatro, nas redes de escolas que compõem a educação básica.”
Eleonor Pelliciari

A Escola Superior de Artes Célia Helena convida toda a sua comunidade teatral a participar da Mostra dos Trabalhos de Conclusão de Curso da Licenciatura em Teatro, um momento de celebração, reflexão e compartilhamento dos percursos investigativos de nossos alunos.

Data

20 de maio de 2025

Local

Teatro Célia Helena

Horário

19h às 20h – Mostra Instalativa
20h às 20h15 – Intervalo
20h15 às 21h30 – Debate dos trabalhos e encerramento

Neste encontro, os(as) estudantes apresentam de forma poética e instalativa os assuntos discutidos em suas pesquisas de TCC. A variedade de temas evidencia a riqueza e diversidade de perspectivas que alimentam nossa Licenciatura em Teatro e sua proposta de uma pedagogia artística crítica e sensível.

Convidamos todos os corpos docente e discente do Célia Helena – Centro de Artes e Educação a se juntarem a nós nessa celebração do conhecimento, da arte e da formação docente.

Trabalhos de Conclusão de Curso

ELEONORA SCREMIN BRONZOLLI A potência emocional do som: como a trilha sonora influencia no estado da cena e na ativação da memória afetiva

Sou uma pessoa totalmente conectada com a música. Seja desde meus 2 anos quando já me interessava pelas músicas nas aulas de ballet, ou nos meus 10 anos quando realmente comecei estudar teoria musical e canto, eu sempre estava em contato com essa arte. Em um concerto que realizei com o Coral Voz&Arte – no qual eu integro há 3 anos – que possuía como tema trilhas sonoras marcantes, me surgiu a ideia de trabalhar com esse tema após tantos relatos do público pós concerto. Com o retorno tão emocionalmente significativo do público por essa apresentação, contando sobre as sensações que por eles foram revividas, senti a necessidade pessoal de compreender melhor como utilizar da trilha sonora para potencializar cenas de variadas mídias para trabalhos futuros. Acredito que a trilha sonora possa se tornar um caminho para processos pedagógicos e com ela desenvolver e aprofundar personagens e cenas em montagens e pesquisas teatrais e/ou audiovisuais. Este estudo reflete sobre a evolução e o impacto da trilha sonora no teatro e no audiovisual, destacando sua importância na ambientação e na evocatória de emoções. O estudo começa com uma contextualização da trilha sonora, comparando seu surgimento e desenvolvimento no teatro com sua introdução e evolução no cinema. É avaliado como ambos os meios a utilizaram para enriquecer a narrativa e a experiência do espectador. Além disso, é abordado o efeito da trilha sonora na ativação de memórias afetivas, com base em estudos psicológicos, como de Koelsch, sobre a relação entre música e memória. A pesquisa detalha como as trilhas sonoras podem ser projetadas para evocar emoções específicas e recuperar lembranças do público. Por fim, o trabalho examina técnicas e procedimentos composicionais que contribuem para a criação desses efeitos emocionais, incluindo o uso de campo harmônico, frequências sonoras e estrutura musical. Através da análise de exemplos de compositores renomados e trilhas sonoras influentes, são discutidas as estratégias utilizadas para alcançar e intensificar a resposta emocional do público. Este estudo oferece uma compreensão abrangente do papel multifacetado da trilha sonora, destacando sua importância não apenas na ambientação e narrativa, mas também na evocação de memórias afetivas. O trabalho está dividido em duas partes que se integram continuamente: sendo parte um, a pesquisa sobre o assunto trilha sonora – já utilizando de algumas citações de entrevistados como parte da teoria adquirida e apresentada –, e a parte dois, a estruturação do roteiro usada na produção do documentário – em andamento – sobre o tema citado, que possui entrevistas com diversos trilheiros, maestros e convidados não músicos. 

Palavras-chave: Som na cena; Música; Estratégias composicionais; Estudos do som; Memória afetiva; Experiência. 

JULIA DA COSTA TERRON Como unir a Psicomotricidade à Pedagogia Teatral em busca de uma Educação Inclusiva para crianças TEA 

Em 2022, aos oito anos de idade, meu irmão recebeu o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista. Esse acontecimento, unido à minha trajetória na Licenciatura em Teatro, abriu os meus olhos para essas crianças e os seus espaços dentro da educação, o que impulsionou esta pesquisa. O trabalho apresentado explora os possíveis encontros entre Psicomotricidade e Pedagogia Teatral, e como eles podem melhorar a experiência de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) dentro do universo escolar. Sendo iniciado e finalizado com cartas, a primeira para o meu irmão e a segunda para mim, enquanto professora, ele visa trazer um olhar mais pessoal sobre o tema. Para embasar teoricamente a discussão posterior, temos um Glossário que visa definir conceitos fundamentais como TEA, psicomotricidade, Pedagogia Teatral e autorregulação. O texto destaca a importância da autorregulação na relação de crianças com TEA, enfatizando o papel da psicomotricidade neste processo. A abordagem principal é como a psicomotricidade pode ser inserida dentro da Pedagogia teatral, sendo finalizada por uma proposta de aplicação prática em uma aula de teatro desenvolvida para o meu irmão, pensando em suas particularidades, para que a partir dela possamos mirar na descoberta de novas intencionalidades no desenvolvimento de aulas para turmas com crianças TEA mostrando a intersecção entre arte e desenvolvimento psicomotor. 

Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista; Psicomotricidade; Pedagogia Teatral; Autorregulação. 

JULIO NOGUEIRA CAIO — O Galpão: Estudo a partir de uma peça teatral autoral para discutir a arte contra a mecanização do pensamento

Este trabalho propõe um estudo a partir de uma peça teatral autoral no qual o ponto principal seja discutir a relação da arte com o pensamento crítico. O trabalho será dividido em duas partes: A primeira, a dramaturgia da peça em seu primeiro ato, e o argumento do segundo e terceiro atos, que ambiciona gerar um espetáculo no qual o público vai se tornando parte dessa dramaturgia como um estudo contínuo. A segunda parte, será um estudo mais solidificado das questões inseridas e que cercam a dramaturgia. O objetivo da peça é gerar um impacto na qual as pessoas possam perceber que o contato com uma atividade artística, seja ele ativo ou passivo, possa ser um antídoto contra o pensamento mecanizado. O pensamento mecanizado é um pensamento massificado que carece de reflexão crítica, e tal será discutido em ambas as partes desse trabalho. Essa chamada mecanização se impulsiona cada vez mais no contexto global atual, e dentro de um contexto individualista, o teatro se contrapõe nesse lugar como uma forma de contato gerador de um lugar empático e coletivo. Utilizo então a arte teatral como pano de fundo da dramaturgia e como protagonista da discussão, pois é uma atividade fortemente coletiva dentro do campo das artes e que na maior parte de suas atividades necessita do contato humano para ser realizada. 

Palavras-chave: Teatro; Pensamento crítico; Coletivo; Consumismo. 

LARISSA FERNANDES DA MATTA — Vivenciando o Teatro: Transversalidades e emancipação de si

O presente trabalho tem como objeto de estudo o curso livre “Vivenciando o Teatro”, oferecido pelo Célia Helena Centro de Artes e Educação desde a década de 1980. A elaboração desta pesquisa surgiu a partir de uma inquietação pessoal da autora, que, ao assumir pela primeira vez a função de professora-assistente no referido curso, deparou-se com a ausência de material teórico ou registros sistematizados sobre sua estrutura e fundamentos. Diante dessa lacuna, buscou-se construir um referencial teórico e documental que possibilitasse uma melhor compreensão do curso, seus objetivos, metodologias e impactos. Com o intuito de suprir essa escassez de registros formais, foram realizadas entrevistas com membros da equipe de direção, da coordenação pedagógica e com docentes envolvidos no curso, visando à coleta de dados e à construção de uma base teórica. A pesquisa encontra-se organizada em três partes: a primeira apresenta um panorama histórico do curso e suas características centrais; a segunda consiste em uma curadoria de exercícios desenvolvidos em sala de aula, organizados a partir da transcrição de cadernos de aula pessoais; e a terceira reúne, na íntegra, as entrevistas realizadas exclusivamente para este trabalho, mantendo a oralidade e a espontaneidade das falas como forma de preservar a autenticidade das contribuições. A partir dos dados históricos obtidos por meio das entrevistas e da análise dos fundamentos artístico-pedagógicos que embasam a metodologia do curso – ancorado nos pressupostos teóricos de Constantin Stanislávski, Augusto Boal, Viola Spolin, Jacques Rancière, Paulo Freire e Jorge Larrosa –, constatou-se que o curso contribui e impacta as vivências de seus alunos, o que reforça a importância da arte teatral na vida de não-atores e a disponibilidade de um espaço criativo como agente de transformação. O “Vivenciando o Teatro” pode potencializar o autoconhecimento e as estratégias de comunicação, autoexpressão, liderança e desenvolvimento dos recursos expressivos de seus participantes ao alinhar-se com as carências e vontades desse público no cotidiano social e laboral. Este se constitui como o primeiro material teórico escrito a respeito do curso “Vivenciando o Teatro” e busca ampliar a compreensão sobre suas dinâmicas, valorizando sua trajetória histórica e bases metodológicas, além de responder a essa ausência de material escrito com reflexões acerca do curso. Ao fazê-lo, pretende contribuir para sua legitimação e o reconhecimento como uma proposta relevante no campo da educação artística e do desenvolvimento humano, especialmente por sua capacidade de dialogar com as necessidades e desejos dos participantes em seus contextos sociais e profissionais. 

Palavras-chave: Teatro para não-atores; Vivenciando o Teatro; Liderança; Jogos Teatrais; Arte e Educação. 

MARIA D’ AGUIRRE — ARANDU: Confluir com a Pedagogia Contracolonyal

Na língua guarani, Arandu significa “aquele que possui a sensibilidade para perceber a própria sombra”. Inspirada nesse conceito, proponho uma jornada de resgate, investigação e reconhecimento das profundas raízes da pedagogia contracolonyal. Como artista-educadora, ativista socioambiental e indigenista de ascendência indígena, busco conectar-me a pedagogias e práticas artísticas contracolonyays, referenciando o projeto Escolas Vivas (coordenado por Cristine Takuá), a implantação da primeira Licenciatura Intercultural Indígena (LINDI) do Estado de SP, o conceito contracolonyal de Nêgo Bispo e Arandu na intersecção entre arte e ancestralidade. “Confluir” e “contracolonyal” são palavras germinadas por Nêgo Bispo – “confluência” representa uma energia de redenção, fortalecimento e ampliação que impulsiona o compartilhamento. Já “contracolonyal” se opõe a palavra “decolonial”: enquanto o prefixo “de”, em “decolonial”, sugere para Bispo uma mera deterioração ou depressão do colonialismo, “contracolonyal” designa as pessoas que, em seus territórios vibrantes, resistem às estruturas colonialistas. Ademais, a grafia “contracolonyal” com “y”, em vez de “i”, evoca a língua tupi, uma vez que esta vogal não existe no português. Essa escolha também se alinha à proposta de Bispo: “vamos botar mais palavras dentro da língua portuguesa. E vamos botar palavras que os próprios eurocolonizadores não têm coragem de falar” (Dos Santos, 2023, p. 14). Assim, a grafia com “y” constitui como uma forma de contracolonyzar a língua do invasor, incorporando a escrita de uma língua originária, ressaltando o ativismo das questões indigenistas. No caminho como ativista socioambiental e das questões indigenistas, encontrei o projeto Escolas Vivas coordenado por Cristine Takuá cujo objetivo é tecer as vidas nas escolas, sendo o oposto do caminho proposto pelas “escolas mortas” – ensinam a ler, escrever, números visando o mercado de trabalho e o acúmulo de teorias, não respeitando o que brota no interior de cada um e uma. O projeto Escolas Vivas propõe o diálogo com as vidas dos territórios, com os outros seres, além da espécie humana, sendo uma proposta de escola indígena diferentemente da instituída pelo governo. Assim, umas das lutas de Cris Takuá, juntamente com outros educadores e educadoras indígenas através da FAPISP (Fórum de Articulação de Professores Indígenas do Estado de SP), foi a criação de uma licenciatura para formar professores indígenas reconhecendo a interculturalidade dos povos indígenas e a necessidade de criar uma ponte de diálogo com a educação tradicional e a educação indígena, conversando com os seres vento, capivara, sabiá, água, pedra, terra, plantas, sonhos. Assim, para confluir com os caminhos da pedagogia contracolonyal, algumas entrevistas foram realizadas: Kerexu Mirin, educadora da etnia Guarani Mbya e aluna da LINDI; Ramilly Erika, cientista ambiental, ativista socioambiental e das questões indigenistas; o artista José Estevam, indígena de retomada, ancestralidade Kaingang, nascido no Alto do Vale do Ribeira; Juan Cusicanki, artista do povo Aymara que vivenciou o período da Ditadura Militar da Bolívia e a sangrenta perseguição aos povos indígenas; e Isabela Rálio, assistente de coordenação da LINDI. Estas colaborações foram essenciais para o desenvolvimento da presente pesquisa, convocando pessoas que estão na linha de frente de caminhos contracolonyays a fim de ampliar territórios de diálogo, conexão e integração pedagógicos, artísticos, ancestrais e de ativismo. O objetivo é desenvolver um caminho de confluências com práticas contracolonyays convocando todo um coletivo de educadores e artistas indígenas, além de ativistas socioambientais e instituições em defesa dos direitos dos povos indígenas. Ademais, Arandu inspirou-me para a temática “Arte e Ancestralidade” – a partir do reconhecimento e resgate da ancestralidade indígena de minha avó materna, Floripes, possivelmente da etnia Tupinambá. Esse resgate culminou na criação, em parceria com o artista e educador João Pedro Luz, da dramaturgia infanto-juvenil “A incrível jornada de Floripes, a flor de ipê” – a peça aborda o resgate da ancestralidade indígena no território da Mata Atlântica, também destacando os direitos dos animais e da natureza. Outros escritos foram desenvolvidos sobre educação, arte, ancestralidade, questões socioambientais e indigenistas, resultando, ao final da presente pesquisa, em um relato poético e reflexivo tendo Arandu em minha companhia. Portanto, Arandu convoca a ampliação da sabedoria, a sensibilidade com os atravessamentos que a existência nos proporciona a fim de confluir com modos de vidas contracolonyays. 

Palavras- chave: Pedagogia Contracolonyal, Licenciatura Intercultural Indígena (LINDI), Povos Indígenas, Escolas Vivas, Arandu, Confluir, Escrevivências, Arte e Ancestralidade. 

MARIA FERNANDA MINUCI MOTTA — A sinceridade corporal: uma perspectiva de que a vulnerabilidade e a presença do corpo performático retomam vidas travadas

Este trabalho explora como a vulnerabilidade e uma verdadeira presença, manifestadas por meio da expressão corporal, podem atuar como elementos revolucionários na vida cotidiana de alguém que se vê perdida, atravessada por muitas dores, e que busca se tornar uma arte-educadora. A pesquisa investiga de que forma a expressão corporal pode funcionar como veículo de afeto e resistência, desafiando normas sociais cristalizadas e propiciando a cura de travas internas, além da construção de novos modos de ser e estar no mundo. O ponto de partida é a própria melancolia da pesquisadora, que ecoa a despedida retratada em A hora da estrela, de Clarice Lispector, evocando sentimentos de abandono, solidão e a intensa busca por reconhecimento. A partir dessa identificação, a expressão corporal é abordada como resposta possível a estados de invisibilidade, sendo também ferramenta de reconexão sensível com a vida. Inspirando-se e referenciado-se nas práticas performativas de Eleonora Fabião e de Renan Marcondes, esta pesquisa se fundamenta na ideia de que a prática artística pode operar como força micropolítica de transformação — começando, primeiro, pelo próprio corpo. A metodologia adota um enfoque prático e experimental, realizando uma série de três ações performáticas individuais que buscam observar como a percepção de si e do seu estado emocional dentro de uma presença cênica influencia a linguagem corporal. Analisa-se também como essa expressão reverbera no ambiente social e político ao redor, resgatando formas de vida que, em meio à sociedade contemporânea, tendem a se anestesiar. Este estudo entende que, ao abrir o peito para o outro, ao deixar que a vulnerabilidade seja um canal de comunicação real, torna-se possível escapar— ainda que parcialmente — da lógica de distanciamento afetivo que marca o presente. Assim, ao aprofundar o entendimento de seus próprios processos internos, a pesquisadora busca construir mecanismos para escutar também as dores e travas dos outros, com especial atenção ao espaço da sala de aula, onde pretende atuar como educadora sensível, consciente das potências e fragilidades que atravessam cada corpo em formação. 

Palavras-chave: Performance; Memória afetiva; Corpo; Acolhimento; Ação. 

NICOLE MAGNOSSÃO MANZANO — O que nos torna artistas?: Um estudo sobre a profissão de atrizes e atores na era digital

Esta pesquisa é um estudo sobre a profissão de atrizes e atores na era digital. Com alguns estudos de casos e compartilhamentos de experiências pessoais, nela se discute, principalmente, como os números de seguidores e engajamento nas redes sociais estão sendo cada vez mais valorizados do que estudo e qualificação de trabalho. Também, trata sobre a interseção dessas duas profissões: ator e influenciador digital, e quais são os impactos do encontro delas no mercado de trabalho para os atores. E ainda, mostra o papel do SATED (Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculos e Diversões) e a importância do DRT (Registro Profissional para Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões), que historicamente foi garantia de qualificação para o trabalho de atores, mas, que hoje em dia, esse documento não está sendo exigido como requisito para se trabalhar como ator. Esse trabalho se propõe a pensar sobre como o público, que é parte importante do ciclo de consumo, pode ajudar na valorização do trabalho dos atores e da qualidade das produções artísticas. 

Palavras-chave: mercado de trabalho, atuação profissional, influenciadores digitais, atores. 

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Extraordinário Aproveitamento de Estudos para a Graduação https://antigo.celiahelena.com.br/2025/05/07/extraordinario-aproveitamento-de-estudos-para-a-graduacao/ Wed, 07 May 2025 13:02:07 +0000 https://celiahelena.com.br/?p=36098 Você é artista com diploma técnico profissionalizante em Teatro ou área afim regulamentado pela Secretaria da Educação? Temos uma novidade importante: Agora você pode participar do processo seletivo por Extraordinário Aproveitamento de Estudos (EAE) para ingressar na Graduação (Bacharelado ou Licenciatura) da Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH). Bacharelado em até 2 anos e meio Licenciatura em até 3 […]

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Você é artista com diploma técnico profissionalizante em Teatro ou área afim regulamentado pela Secretaria da Educação? Temos uma novidade importante: 

Agora você pode participar do processo seletivo por Extraordinário Aproveitamento de Estudos (EAE) para ingressar na Graduação (Bacharelado ou Licenciatura) da Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH). 

Bacharelado em até 2 anos e meio

Licenciatura em até 3 anos e meio

Esse processo reconhece a formação e a experiência prévia de profissionais de nível técnico regulamentado (cursos livres não se aplicam) e possibilita uma jornada acadêmica conectada com sua trajetória artística. 

O EAE está regulamentado pelo Célia Helena Centro de Artes e Educação e considera: 

Com o EAE, você poderá concluir sua graduação em teatro com uma trajetória otimizada e alinhada à sua formação anterior. 

COMO PARTICIPAR?

  1. Agende seu processo seletivo – on-line ou presencial. 
  2. Providencie seu histórico escolar técnico regulamentado e os conteúdos programáticos/ementas das disciplinas para a análise curricular. 

Aprofunde sua formação com a qualidade da Escola de Teatro Célia Helena. Esperamos você! 

Saiba mais

O que é o Extraordinário Aproveitamento de Estudos? 

O Extraordinário Aproveitamento de Estudos é um processo que permite que as pessoas com diploma em curso técnico profissionalizante regulamentado em Teatro ou área afim ingressarem na Graduação (Licenciatura e Bacharelado) e obterem a dispensa de disciplinas na matriz curricular.  

Para isso, é necessário comprovar conhecimentos, habilidades e competências específicas. Essa avaliação é realizada por meio de uma comissão examinadora especializada. 

Profissionais com diplomas de cursos técnicos profissionalizantes em teatro regulamentos podem se inscrever para uma avaliação a fim de fazer um aproveitamento excepcional dos estudos baseado em conhecimentos adquiridos. 

Na Licenciatura, os estudantes ingressos por meio do extraordinário aproveitamento de estudos podem se formar em no mínimo 3 anos e meio. (Você terá até 8 anos para finalizar.)  

Já no Bacharelado, com o extraordinário aproveitamento de estudos, é possível se formar em no mínimo 2 e meio (Você terá até 6 anos para finalizar.)  

As aulas privilegiam a relação interdisciplinar prático-teórica.  

A partir do dia 06/05, inscreva-se no processo seletivo on-line, através do nosso atendimento:

Fale conosco no WhatsApp

Previsão de início das aulas (segundo semestre): 05/08. 

Sobre informações financeiras, escreva para: rpalunos@celiahelena.com.br 

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Graduação e Curso Técnico Profissionalizante em Teatro do Célia Helena: processo seletivo para o segundo semestre https://antigo.celiahelena.com.br/2025/05/06/graduacao-e-curso-tecnico-profissionalizante-em-teatro-do-celia-helena-processo-seletivo-para-o-segundo-semestre/ Tue, 06 May 2025 21:11:52 +0000 https://celiahelena.com.br/?p=36073 No dia 06/05, iniciam-se as inscrições para o processo seletivo para ingresso no curso Técnico Profissionalizante e Graduação em Teatro do Célia Helena, com duas possibilidades de formação: Bacharelado e Licenciatura.

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No dia 06/05, iniciam-se as inscrições para o processo seletivo para ingresso no curso Técnico Profissionalizante e Graduação em Teatro do Célia Helena, com duas possibilidades de formação: Bacharelado e Licenciatura. 

Com conceito máximo no Ministério da Educação (MEC), a Escola de Teatro Célia Helena promove aprofundamento de conhecimentos, ampliação de repertório e novas experiências nos diversos campos das artes da cena.  

Interpretação, direção, dramaturgia, cenografia, sonoplastia, produção e gestão cultural, docência e pesquisa são alguns caminhos trilhados na formação em Teatro. Em um mundo cada vez mais conectado e dinâmico, as profissões artísticas também acompanham um movimento de transversalidade e integração de saberes: 

“para além da formação artística – o saber fazer de seu ofício: atuar, dançar, cantar, tocar, compor, criar , o exercício da atividade de ensino demanda formação pedagógica, conhecimento de práticas e metodologias”

(IPEA, 2021)

Pensando nisso, o Célia Helena oferece metodologias, conteúdos e práticas pedagógicas totalmente alinhadas às demandas e transformações do teatro, da performance e do audiovisual, por meio de uma formação qualificada, que articula teoria e prática, ampliando os conhecimentos sobre os processos criativos e os desafios do mercado de trabalho nas mais diversas áreas das artes. 

A partir do dia 06/05, estão abertas as inscrições para o processo seletivo on-line agendado e presencial da Graduação (Bacharelado ou Licenciatura) e do Curso Técnico Profissionalizante. 

O processo presencial acontecerá no dia 15/06, às 14h, na Avenida São Gabriel, 462, Itaim Bibi. 

Previsão de início das aulas: 05/08

Tem dúvidas? Ligue para o Célia! 📞 11 3884-8294

Como é a Graduação em Teatro?

Na Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH), a Graduação em Teatro apresenta um grande diferencial formativo. As disciplinas aprofundam os conhecimentos no campo teórico e prático nos eixos: interpretação; práticas pedagógicas e audiovisuais; práticas associadas; dimensões conceituais, além de envolverem os estudantes em atividades complementares e estágios 

Com esse objetivo, o Célia oferece carga horária ampliada e aprofundamento em metodologias, conteúdos e práticas pedagógicas totalmente alinhadas às demandas e transformações do teatro, da performance e do audiovisual, formando profissionais altamente capacitados para atuar nas mais diversas áreas das artes. 

E o Curso Técnico Profissionalizante?

O Curso Técnico Profissionalizante do Célia Helena (TECH) oferece um currículo dinâmico e flexível que articula teoria e prática, transitando entre experiências de interpretação, corpo, expressividade vocal, atuação para câmera e diversas linguagens, como teatro musical, performance, clown e máscara. A sólida formação acadêmica do corpo docente, aliada à reconhecida atuação artística reconhecida e diversa, possibilita um diálogo constante com as tendências e com os desafios profissionais do campo artístico. 

Com quase 50 anos de excelência na formação, o Curso Técnico Profissionalizante é reconhecido pela Secretaria de Educação e sua formação dá direito ao registro profissional (DRT), emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), sem taxas ou exames adicionais. 

Qual é o diferencial do Célia Helena?

quase 50 anos, a Escola de Teatro Célia Helena se dedica exclusivamente ao ensino das artes cênicas, garantindo formação aprofundada e direcionada às necessidades específicas do mercado artístico.  

Docentes artistas

Nossa escola é formada por docentes pesquisadores com sólida formação acadêmica e larga atuação nos mais diversos campos das artes da cena, o que promove um ambiente permanente de trocas e diálogos entre teoria e prática. 

O Célia Helena oferece experiências acadêmicas e interculturais que ampliam o olhar dos estudantes sobre as artes cênicas. Intercâmbios e colaborações com professores e pesquisadores de outros países são grandes oportunidades para enriquecerem sua formação artística e acadêmica, participando de eventos internacionais e se preparando para atuar em um cenário cada vez mais conectado e diversificado. 

No final de cada semestre, os estudantes apresentam exercícios cênicos criados a partir do conhecimento construído nas aulas de teatro. Essas apresentações são abertas ao público e acontecem no Teatro do Célia com entrada gratuita. 

As apresentações, fruto dos processos artísticos desenvolvidos pelos estudantes da Graduação e do Curso Técnico neste semestre, acontecem de 28/05 a 07/07 no Teatro Célia Helena. Em breve, confira a programação em nosso site. 

Qual o papel da formação para a inserção profissional?

De acordo com o Estudo de Demanda Profissional do Setor Audiovisual, elaborado em 2024 pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), em parceria com o Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual (SICAV), três em cada quatro empresas do setor audiovisual enfrentam dificuldades para contratar profissionais. Além disso, segundo 64,3% das instituições, a falta de qualificação é apontada como um dos principais desafios. 

A alta demanda por profissionais é reflexo da expansão do mercado. Nos dois primeiros meses de 2024, a receita dos filmes brasileiros ultrapassou a marca de R$ 78 milhões. Dados da Agência Nacional de Cinema (ANCINE) mostram que esse valor supera a receita e o público total dos filmes nacionais durante todo o ano de 2023 — números que cresceram exponencialmente com a visibilidade do cinema nacional em premiações internacionais recentes. 

Vale destacar que, com a sanção da Lei 14.814/24, conhecida como Cota de Tela — que determina a obrigatoriedade da exibição de produções brasileiras nas salas de cinema até 2033 e na TV por assinatura até 2038 —, a tendência é que esse avanço continue. Nesse contexto, cresce, para além dos palcos, o campo de trabalho para alunos e egressos de cursos de teatro. 

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