Célia Helena em cartaz Professor Professor em cartaz Archives | Escola de Teatro Célia Helena https://celiahelena.com.br/tag/celia-helena-em-cartaz-professor-professor-em-cartaz/ Mon, 20 Aug 2018 14:31:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://antigo.celiahelena.com.br/wp-content/uploads/2014/10/cropped-favicon-32x32.png Célia Helena em cartaz Professor Professor em cartaz Archives | Escola de Teatro Célia Helena https://celiahelena.com.br/tag/celia-helena-em-cartaz-professor-professor-em-cartaz/ 32 32 EM CARTAZ | Com os professores do Célia Helena Dagoberto Feliz e Chico Carvalho no elenco “A Tempestade” de Shakespeare estreia dia 21. https://antigo.celiahelena.com.br/2015/08/10/em-cartaz-com-os-professores-do-celia-helena-dagoberto-feliz-e-chico-carvalho-no-elenco-a-tempestade-de-shakespeare-estreia-dia-21-2/ Mon, 10 Aug 2015 20:43:53 +0000 https://www.celiahelena.com.br/?p=5016 Como parte da programação comemorativa dos 50 anos do Tuca, estreia dia 21 de agosto no Teatro Tucarena A Tempestade, quinta direção de Gabriel Villela para uma peça de Shakespeare, depois de Romeu e Julieta (com o Grupo Galpão), Sonho de Uma Noite de Verão (com a Cia de Dança Palácio das Artes de BH), Macbeth (com Marcello Antony e Claudio Fontana) e Sua Incelença Ricardo III (com o grupo Clowns de […]

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Como parte da programação comemorativa dos 50 anos do Tuca, estreia dia 21 de agosto no Teatro Tucarena A Tempestade, quinta direção de Gabriel Villela para uma peça de Shakespeare, depois de Romeu e Julieta (com o Grupo Galpão), Sonho de Uma Noite de Verão (com a Cia de Dança Palácio das Artes de BH), Macbeth (com Marcello Antony e Claudio Fontana) e Sua Incelença Ricardo III (com o grupo Clowns de Shakespeare).

Para montar o último texto do consagrado autor inglês, Gabriel reuniu 11 atores, dos quais 9 ele já havia trabalhado em outros projetos. O elenco é composto por Celso Frateschi (Próspero), Helio Cicero (Caliban), Chico Carvalho (Ariel), Letícia Medella (Miranda) e Romis FerreiraDagoberto FelizMarcos FurlanRogerio RomeraLeonardo Ventura,
Felipe Brum e Rodrigo Audi.
Para muitos estudiosos, A Tempestade foi a peça em que o autor homenageou suas próprias criações anteriores e onde se despede da dramaturgia, já prevendo sua morte, que aconteceu cinco anos depois, em 1616.
A voz dos atores é instrumento de extrema importância para o teatro de Gabriel Gabriel Villela, seja ela falada ou cantada. O diretor escalou para trabalhar a espacialização da voz do elenco do elenco a italiana Francesca Della Monica, uma importante e frequente parceira artística de seus trabalhos mais recentes.  Antropóloga da voz, pesquisadora de voz da Universidade de Brera, em Milão, Itália, foi também responsável pela pedagogia na Fondazione Pontedera. A preparação vocal e a partitura dos textos coube a outra antiga parceira de Gabriel Villela: a fonoaudióloga e preparadora vocal mineira Babaya, que já fez 28 espetáculos com o diretor, enquanto os arranjos instrumentais e vocais foram elaborados por Marco França, músico e ator do grupo Clowns de Shakespeareque junto com Babaya, assina a direção musical e ainda com o suporte artístico e pedagógico do musicista e ator Dagoberto Feliz.

 

A música tocada e cantada ao vivo pelos atores é um elemento fundamental nesta montagem. Para compor o repertório da peça foram selecionadas canções populares brasileiras de domínio público cujo tema fosse universo das águas doces do Brasil e salgadas do Oceano Atlântico, com novos arranjos para ambientar a atmosfera onírica do espetáculo. “Buscamos uma delicadeza nas canções, a ideia do Marco de juntar violino, violão, flauta e acordeon foi pensada para esse fim. Mesmo quando a música vem com força, trata-se de uma força delicada“, comenta Babaya.

Os figurinos em tons de areia e terrosos e com inúmeras camadas de bordados, aplicações e sobreposições são de Gabriel Villela e José Rosa, com bordados de Giovanna Villela.
A cenografia de Gabriel Villela e Márcio Vinicius foi pensada para o formato de arena. O cenário aponta um grande círculo que envolve toda a encenação, remetendo à Ilha onde Próspero e sua filha Miranda vivem. Dentro deste círculo, potes de cerâmica, uma cama repleta de objetos míticos e de magia utilizados por Próspero, mesas, objetos que remetem a um navio naufragado, instrumentos musicais e outros símbolos teatrais preenchem a cena e tomam diferentes significados conforme a história acontece.
A iluminação é de Wagner Freire, os adereços e objetos de cena foram confeccionados por Shicó do Mamulengo e a direção de movimentos é do preparador corporal Ricardo Rizzo.

Completam a equipe criativa os diretores assistentes Ivan Andrade e Cacá Toledo que já acompanharam Gabriel em muitos outros espetáculos. “Ivan e Cacá são peças definitivas, eles atuam e afetam a estética deste trabalho“, ressalta o diretor.

O espetáculo conta com o patrocínio da AB Concessões, Sul America e 2S Inovações Tecnológicas através da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministerio da Cultura
Arqueologia da encenação
Neste espetáculo, o diretor faz referências a alguns dos seus trabalhos anteriores, como uma citação a uma cena da sua versão de Romeu e Julieta com o Grupo Galpão, no momento em que os personagens Ferdinando e Miranda se encontram. O galho de árvore utilizado como o cajado mágico de Próspero, assim como o galho que simboliza uma cobra, vieram do fundo das águas da represa de Carmo do Rio Claro, terra natal de Gabriel Villela. Algumas canções escolhidas para a peça já estavam há anos na cabeça do encenador para esta montagem. Elas fazem parte de uma pesquisa musical feita por Babaya no CD Velho Chico. Potes de cerâmica achados em antiquários são utilizados para uma reprodução da voz humana na acústica grega. Esta é uma forma de aquecimento de voz utilizada por Babaya em muitas peças do diretor (com baldes plásticos), mas somente desta vez essa técnica entra em cena através dos potes.
A TEMPESTADE William Shakespeare
Dir: Gabriel Vilela
21 de agosto a 22 de novembro
Sextas às 21h30, Sábado às 21h00 e Domingo às 19h00
A partir de 12 anos
Local
TUCARENA – Teatro da PUC-SP (Entrada pela Rua Bartira)
Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes – São Paulo – SP
Ingressos: Sextas R$50 / Sábados e Domingos R$70 – (Desconto de 50% para Estudantes, Maiores de 60 anos e Aposentados. Preço especial PUC-SP R$ 10,00 / Para estudantes, professores e funcionários da PUC sob comprovação – número de ingressos limitado a 10% da lotação do teatro). Acesso para pessoas com deficiência.
Elenco:
Celso Frateschi (Próspero), Helio Cicero (Caliban), Chico Carvalho (Ariel -professor do Célia), Letícia Medella (Miranda) e Romis Ferreira, Dagoberto Feliz (professor do Célia), Marcos Furlan, Rogerio Romera, Leonardo Ventura, Felipe Brum e Rodrigo Audi.

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EM CARTAZ | “Palhaços” com Dagoberto Feliz e Danilo Grangheia https://antigo.celiahelena.com.br/2015/08/06/em-cartaz-palhacos-com-dagoberto-feliz-e-danilo-grangheia-2/ Thu, 06 Aug 2015 14:20:35 +0000 https://www.celiahelena.com.br/?p=5058 Há 10 anos, estreou a peça “Palhaços” com Dagoberto Feliz,  professor do Célia Helena, e Danilo Grangheia. Sucesso de público e crítica a peça volta para duas apresentações comemorativas.  Confira abaixo crítica do jornalista Rodrigo Monteiro na íntegra. “O mais sublime na montagem de “Palhaços”, do dramaturgo brasileiro Timochenko Wehbi (1943 – 1986), é a sensação de jogo impressa pelo diretor Gabriel […]

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Há 10 anos, estreou a peça “Palhaços” com Dagoberto Feliz,  professor do Célia Helena, e Danilo Grangheia. Sucesso de público e crítica a peça volta para duas apresentações comemorativas.  Confira abaixo crítica do jornalista Rodrigo Monteiro na íntegra.

“O mais sublime na montagem de “Palhaços”, do dramaturgo brasileiro Timochenko Wehbi (1943 – 1986), é a sensação de jogo impressa pelo diretor Gabriel Carmona na contracena realizada pelos atores Danilo Grangheia e Dagoberto Feliz. A todo o momento, vemos que um dos personagens parece dominar a cena quando um pequeno gesto do outro retira-lhe a atenção e consequentemente o poder. Fisgado por essa relação, cada vez mais equidistante, paralela e sempre mais próxima, o público avança em fruição rumo ao desfecho que acontece (?) de forma sublime. Uma peça “de ator”, o espetáculo é um grande desafio para os intérpretes que, nesse caso, vencem e, por isso, nos presenteiam. O projeto estreou há 8 anos, em São Paulo, e têm enchido o Teatro Poerinha. É preciso organizar-se para não perder antes que saia de cartaz. 

O comerciante Benvindo invade o camarim do circo após a última apresentação. Ele vem cumprimentar o Palhaço Careta, de quem é fã. Na conversa, as histórias de um e de outro vêm à tona, exibindo as distâncias e as proximidades existentes entre os dois homens, ambos metáfora dos homens que lhes assistem na plateia. Toda a cena se dá dentro desse camarim, antessala para o palco ou para o picadeiro que é o mundo na bela dramaturgia de Wehbi. 
 
É verdade que não há muito o que se esperar do personagem de Careta (Dagoberto Feliz), pois o personagem de Palhaço faz parte do imaginário popular. O ator, com excelência, porém surpreende, porque, em suas quebras, oferece um outro tipo de ironia que não é simplesmente cômica ou ingênua, mas conscientemente ácida. Neste texto, o desafio maior está na composição do personagem de Benvindo: ele precisa ser páreo para a figura carismática do palhaço. Na montagem dirigida por Carmona, Grangheia está excelente. 
 
Danilo Grangheia exibe um trabalho de interpretação que é honradamente comparável ao de Cacá Carvalho, sobretudo no que diz respeito ao riquíssimo uso da voz. A voz é um signo que se torna teatral através de vários elementos, cuja (boa) exploração é infelizmente rara. Há diversos níveis tonais entre grave e agudo, volumes entre o grito e o sussurro, entonações entre fortes e fracas, ritmos entre rápido e pausado, constante ou não-linear. E há também os silêncios e as pequenas pausas. Grangheia usa (e abusa) de todos esses usos, articulando com louvor todos eles a outros elementos expressivos faciais e corporais. Seus olhares são circulares (as pupilas de seus olhos giram, fugindo e marcando um sentido que o espectador (atento) há de ler), seu rosto está dirigido em diagonal para baixo, seus ombros estão voltados para dentro e caídos e suas mãos são postas uma sobre a a outra. Em alguns momentos, Benvindo se abre para uma possibilidade proposta por Careta, mas, em seguida, vem a retração novamente. Esse jogo de vai e vem marca a fisicamente a presença do personagem que o intérprete dá a ver. A excelência do trabalho de Grangheia faz vir à superfície uma figura obscura que, posta ao lado do colorido do palhaço, estabelece um embate de igual para igual. E é essa equivalência que garante a emoção do jogo. 
 
Não menos excelente que cada bom uso das múltimas possibilidades dos elementos relacionados apenas à voz em cena, estão os usos do cenário (Flávio Tolezani), do figurino (Daniel Infantini), da trilha e da iluminação (Erike Buzoni). Em conjunto, um a um, vão fazendo a sua parte na construção de um todo que é uniforme, mas não redundante. Assim, ‘Palhaços ‘oferece vários níveis de fruição e consequentemente lugares de respiro que propiciem a reflexão para o que está se está vendo. Das ranhuras aos objetos de cena ao colorido das lâmpadas, da gravata larga à música de abertura, o todo se manifesta com potência em cada parte, explicando o sucesso de oito anos dessa montagem que orgulha o teatro nacional. 
 
Em todos os aspectos, ‘Palhaços’ é uma aula. Para nós, não atores ou pessoas não envolvidas com o fazer teatral, é sobretudo uma lição sobre nós mesmos. “

PALHAÇOS
De Timochenko Wehbi.
Direção: Gabriel Carmona
com Dagoberto Feliz e Danilo Grangheia
apresentações em comemoração aos 10 anos da estreia da peça.
apenas dias 15(sábado) às 21h e 16 (domingo) às 19h
no GALPÃO DO FOLIAS – Rua Ana Cintra, 213 – Santa Cecília. São Paulo, SP.

Duração: 70 minutos
Recomendação: 14 anos

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