Escola de Teatro Célia Helena https://celiahelena.com.br/ Mon, 02 Feb 2026 13:36:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://antigo.celiahelena.com.br/wp-content/uploads/2014/10/cropped-favicon-32x32.png Escola de Teatro Célia Helena https://celiahelena.com.br/ 32 32 Atuação para audiovisual em toda a grade do Técnico https://antigo.celiahelena.com.br/2026/01/29/audiovisual-tecnico-profissionalizante/ Thu, 29 Jan 2026 23:23:44 +0000 https://celiahelena.com.br/?p=39235 Nova matriz curricular para o Curso Técnico Profissionalizante em Teatro do Célia Helena traz atuação para audiovisual em toda a grade.

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O Célia Helena Centro de Artes e Educação apresenta sua nova matriz curricular para o Curso Técnico Profissionalizante. Com essa mudança, o Célia reafirma seu compromisso com uma formação artística sólida, reconhecida e alinhada às exigências contemporâneas do mercado profissional.

Um dos grandes diferenciais da nova matriz é a presença da interpretação para audiovisual em todos os semestres da formação, garantindo que os alunos desenvolvam, de forma progressiva e contínua, as especificidades da atuação para câmera. Ao longo de todo o curso, os estudantes entram em contato com técnicas de interpretação para cinema, televisão e streaming, compreendendo linguagem, presença cênica, construção de personagem e relação com o dispositivo audiovisual.

As disciplinas são conduzidas por profissionais de extrema relevância no cenário artístico e audiovisual, ativos no mercado, o que assegura uma formação conectada à realidade do trabalho e às transformações constantes do setor. Essa aproximação entre escola e mercado amplia repertórios, fortalece a experiência formativa e cria pontes reais para a inserção profissional.

Outra novidade refere-se ao Curso Técnico realizado aos sábados, que passa a ter duração de três anos. Essa formação é pensada especialmente para quem busca conciliar o aprimoramento em artes cênicas a outras atividades profissionais ou acadêmicas.

Com sua nova matriz curricular, regularizada pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, o Célia Helena consolida um projeto pedagógico que une reconhecimento institucional, excelência artística e diálogo direto com o audiovisual, oferecendo aos alunos uma formação técnica consistente, contemporânea e alinhada aos desafios do presente.

Se você quer uma formação sólida em teatro, este é o momento de começar

Ainda é possível inscrever-se no processo seletivo on-line para o Técnico Profissionalizante e para a Graduação em Teatro (Bacharelado e Licenciatura)

Saiba mais
Telefone: 11 3884-8294
WhatsApp: 11 94196-1553
E-mail: contato@celiahelena.com.br
Horário de atendimento: De segunda a sexta, das 9h às 20h e aos sábados, das 9h30 às 16h30.

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Célia Helena mergulha nas águas de Mamiwata https://antigo.celiahelena.com.br/2025/11/14/nas-aguas-de-mamiwata/ Fri, 14 Nov 2025 19:23:09 +0000 https://celiahelena.com.br/?p=38772 Célia recebe residência artística e leitura dramatizada da Edição Francófona do projeto de Internacionalização de Dramaturgias.

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O Célia Helena Centro de Artes e Educação recebe a Edição Francófona do projeto de Internacionalização de Dramaturgias, para uma residência artística e leitura dramatizada da obra Mamiwata, de autoria da dramaturga francófona Asytrid Bayiha, com tradução e encenação da atriz brasileira Vanessa Pascale. 

O projeto, idealizado por Márcia Dias, diretora da Buenos Dias,  envolve também lançamento da obra pela editora SENAC Rio, sob o selo Casa SESC Editorial. A residência artística acontecerá entre 13 e 17/11, e a leitura dramática, no dia 18/11, no Célia Helena.

🎭Leitura dramática de Mamiwata, de Asytrid Bayiha
📅 18 de novembro, às 19h
📍Célia Helena Centro de Artes e Educação  Itaim Bibi, São Paulo.
🎫 Entrada gratuita. Os ingressos serão distribuídos 1h antes do evento. Local sujeito a lotação. 

Sobre a peça Mamiwata

Inspirada no mito da deusa sereia africana – a “Mãe das Águas” –, a peça atravessa ancestralidade, loucura, heranças familiares e identidade, costurando mito e contemporaneidade com a força de uma tragédia moderna.

“Meu nome é Mamiwata. Quando nasci, mal tive tempo de saborear meu primeiro
suspiro antes que a crueldade da minha vida cuspisse em meu rosto. Mamãe amava
papai, que não a amava. Você também. Eu sei, sim. Mas isso é mais complicado.
Porque minha mãe era uma filha da água. Não como as outras, não. Ela queria amor
verdadeiro, do tipo que não pode ser comprado, não pode ser adulterado, não pode
ser roubado, não pode ser arrancado, não pode ser controlado, não pode ser
disfarçado, não pode ser trocado. Não pode ser trocado.”
 

Mamiwata, de Asytrid Bayiha
Tradução e encenação: Vanessa Pascale

Projeto Internacionalização de Dramaturgias

A iniciativa busca promover a difusão da dramaturgia contemporânea brasileira e internacional, levando textos teatrais além das fronteiras geográficas, linguísticas e estéticas. 

Em parceria com o Núcleo dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil, integrado pela Mostra Internacional de Teatro (MITsp), o projeto incentiva a criação e a circulação de obras teatrais, não apenas por meio de traduções, mas também através de encontros e processos colaborativos entre artistas, diretores e dramaturgos de diferentes países.

Nesta edição, dedicada à Temporada França-Brasil 2025, a Embaixada da França no Brasil, o Institut Français e o SESC Rio são parceiros fundamentais. A Edição Francófona inclui quatro obras publicadas pela editora SENAC Rio, sob o selo Casa SESC Editorial, ampliando a biblioteca do projeto e oferecendo novos textos para criadores de língua portuguesa. Esta edição traz outro diferencial: a integração com o SESC Pulsar. Um dos artistas selecionados pelo programa assina a tradução de um dos textos francófonos, e a obra escolhida pelo edital será publicada em versão bilíngue, em português e francês, ampliando ainda mais o alcance do projeto e fortalecendo o diálogo entre as duas línguas. 

O projeto inclui residências artísticas e encontros entre encenadores(as) brasileiros(as), dramaturgos(as) francófonos(as) e companhias de teatro locais. Esses encontros visam
compartilhar o processo criativo, culminando na apresentação de leituras de textos teatrais ao público e no lançamento das publicações durante os Festivais do Núcleo dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil, em 2025. 

Cada etapa do projeto reforça seu compromisso com a internacionalização da dramaturgia, utilizando a tradução como um meio de estabelecer conexões e construir pontes culturais. Ao acolher palavras estrangeiras, a tradução as transforma em algo familiar e fértil, capaz de gerar novas paisagens criativas. 

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Artista indígena Zahỳ Tentehar é entrevistada da revista Olhares v. 12 https://antigo.celiahelena.com.br/2025/10/29/zahy-tentehar-revista-olhares/ Wed, 29 Oct 2025 16:54:40 +0000 https://celiahelena.com.br/?p=38306 A 12ª edição da revista Olhares traz em sua capa uma artista indígena: a premiada atriz Zahỳ Tentehar.

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Pela primeira vez em sua trajetória, a Revista Olhares, periódico acadêmico da Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH), traz em sua capa uma artista indígena: a premiada atriz, cantora, ativista, artista plástica e diretora Zahỳ Tentehar. Sua presença destaca a relevância de perspectivas renovadas sobre as artes da cena, expandindo o horizonte de percepções e modos de conceber a performance cênica a partir da cosmovisão genuína do povo indígena Tentehar, do qual Zahỳ é integrante. 

Entrevistada na seção Retrato, Zahỳ foi uma das convidadas da IX Semana de Arte e Sociedade, promovida em maio de 2024 pela ESCHonde compartilhou seu itinerário, marcado por desafios e o entendimento de culturas diversas e díspares: a que viveu com sua etnia e a que teve que percorrer para ser reconhecida como atriz pesquisadora.   

“Quando falamos sobre ancestralidade logo nos remetemos aos povos indígenas ou africanos. Mas todo mundo aqui tem ancestralidade. Todo mundo aqui é ancestral. Por que só os povos indígenas têm ancestralidade? Por que a gente só pensa no outro e não se coloca no outro? Sempre queremos separar o outro da gente. E assim a gente faz com a nossa natureza. A gente se separa dela. Então eu me pergunto por que e para que chegamos a tal ponto onde a gente não sobrevive mais sendo natureza.” 

Zahỳ Tentehar em entrevista na seção Retrato. Revista Olhares, n. 12, p. 74. 

Destaques da 12ª edição

Fluxo Contínuo

Aprofundando uma análise sobre o trabalho da artista, a seção Fluxo Contínuo conta com o artigo “Acoplamento e copresença xamânica na voz rapsódica da peça-poema Azira’I”, de André Gardel, que reflete sobre o espetáculo solo da atriz, afirmando a decolonização do Cânone Ocidental e do imaginário. 

Em “Walkshop Paris: notas sobre um processo de criação com a cidade”, Francis Wilker, Verônica Veloso e Glauber Coradesqui  apresentam a noção de walkshop, prática artística e pedagógica pautada no caminhar e no encontro com a paisagem; performers vivenciam outras formas de relação com a cidade enquanto percorrem seus espaços. 

No artigo “Neva Leona Boyd: uma assistente social na origem da educação popular e teatral (1876-1963)”, William Berger destaca a trajetória de Neva Boyd, uma das maiores referências do Serviço Social e da Pedagogia Teatral, cujo trabalho com jogos recreativos praticados com imigrantes na Hull House, no estado de Illinois (Estados Unidos) deu subsídios para Viola Spolin sistematizar e consolidar a prática de jogos teatrais para crianças. 

Com “Gestão e políticas públicas culturais na região oeste da Bahia: análise dos desafios de acesso, democracia, fruição e profissionalização dos gestores culturais”, Diva Bonfim destaca os desafios de produtores, agentes culturais, povos originários, ciganos e quilombolas em relação à promoção da diversidade cultural. 

Em “Os Mouros: Otelo e Dom Casmurro, conexões e recriações”, Camila Costa Melo aborda conexões entre William Shakespeare e Machado de Assis, observando aproximações, distanciamentos e as possibilidades de recriação artística a partir de seus significados e sentidos.

Novas Perspectivas Acadêmicas

Dedicada à divulgação de trabalhos de jovens pesquisadores em início de carreira, esta seção, recém-lançada, busca destacar olhares inovadores no campo das artes.  

Na estreia, em “Objeto ‘dramaticional’: do cotidiano à fantasia, Thiago Neves faz uma aproximação entre O jogo dramático infantil, de Peter Slade, e conceito de “Objeto Transicional”, de Donald Winnicott, focando sua observação no papel do objeto cênico em jogos teatrais com crianças de 4 a 6 anos.  

Em seguida, em “A potência emocional do som: como as trilhas sonoras moldam a experiência dos ouvintes e aproximam pessoas do ambiente musical”, Eleonora Scremin Bronzolli reflete sobre o papel expressivo da trilha sonora na criação cênica e musical. 

Resenha

Encerrando este volume, Larissa da Matta nos apresenta a resenha do livro Casa do Teatro de portas abertas: práticas de teatro para crianças e adolescentes, organizado por Karina Almeida, Marcos Barbosa e Vitória Cortez. A obra registra a trajetória e as experiências de 40 anos da Casa do Teatro, o curso do Célia Helena voltado a crianças e adolescentes.

Submissões

Desde 2023, a revista Olhares recebe submissões de artigos e ensaios inéditos em fluxo contínuo. Aceitam-se textos que contribuam com pesquisas e proponham reflexões sobre o campo das artes da cena. O objetivo é criar uma rede de saberes transversais, formada por artistas, docentes e pesquisadores da área, para registro e disseminação de trabalhos e investigações.

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Mostra Artística dos Trabalhos de Conclusão de Curso da Licenciatura em Teatro https://antigo.celiahelena.com.br/2025/10/28/mostra-artistica-tcc-bacharelado-em-teatro/ Tue, 28 Oct 2025 21:51:07 +0000 https://celiahelena.com.br/?p=38492 A Escola Superior de Artes Célia Helena convida toda a sua comunidade teatral a participar da Mostra dos Trabalhos de Conclusão de Curso da Licenciatura em Teatro, um momento de celebração, reflexão e compartilhamento dos percursos investigativos de nossos alunos.

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Mostra dos Trabalhos de Conclusão do Bacharelado em Teatro

Segundo semestre de 2025

“A experiência, a possibilidade de que algo nos aconteça ou nos toque, requer um gesto de interrupção, um gesto que é quase impossível nos tempos que correm: requer parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar, olhar mais devagar, e escutar mais devagar; parar para sentir, sentir mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão, escutar aos outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço.”

 Jorge Larrosa Bondía, Tremores: escritos sobre a experiência, 2022, p. 25.

“O Bacharelado em Teatro guarda profundo vínculo com a história, com a missão e com a identidade da ESCH, pautadas pela busca de uma formação artística e humana de excelência.”
Luah Guimarãez, coordenadora da Graduação da ESCH

A Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH) convida toda a sua comunidade teatral a participar da Mostra dos Trabalhos de Conclusão do Bacharelado em Teatro, um momento de celebração, reflexão e compartilhamento dos percursos investigativos de nossos e nossas estudantes.

Data e horário

11 de novembro, 17h

Local

Galpão do Célia Helena. Av. São Gabriel, 462

Nesta mostra, os(as) estudantes apresentam, de forma poética e instalativa, os assuntos discutidos em suas pesquisas de TCC. A variedade de temas evidencia a riqueza e diversidade de perspectivas que alimentam nossa Licenciatura em Teatro e sua proposta de uma pedagogia artística crítica e sensível.

Convidamos todos os corpos docente e discente do Célia Helena Centro de Artes e Educação a se juntarem a nós nessa celebração do conhecimento, da arte e da formação docente.

Professoras orientadoras

                 Gabriela Alcofra

               Luah Guimarães

                  Yonara Dantas

Professores debatedores

                 Gabriel Miziara

            Henrique Guimarães

                   Karina Almeida

Trabalhos de Conclusão de Curso — Bacharelado em Teatro

Apresentações

Carlo Piero Aloise, Gabriela Eugênio, Isadora Avruch da Costa, Júlia Schincaglia Gonçalves e Mariana Zitto

               Carlo Piero Aloise

6 atrizes em busca de um diretor. E um diretor em busca de si. Meios para a criação de uma dramaturgia colaborativa em teatro de grupo.

Este trabalho propõe uma investigação sobre os processos colaborativos em teatro, a partir da experiência prática com o coletivo As Bravas, grupo formado por alunas e um aluno do bacharelado em Teatro da Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH). A discussão se dá em diálogo com os modos e procedimentos de criação colaborativa do grupo paulistano Teatro da Vertigem, com especial atenção à sua Trilogia Bíblica, em particular à peça O paraíso perdido (1992). A partir dessa articulação, busca-se formular meios mais eficientes para lidar com questões comuns a artistas de teatro que aderem a esse modelo criativo. O processo colaborativo tem se mostrado eficaz na realização cênica de obras polifônicas, representativas das ideias e desejos dos integrantes de um grupo. Além disso, em resposta às criações coletivas da década de 1970, propõe, sem hierarquias desnecessárias, a reflexão sobre o pensamento do próprio coletivo criador. Conclui-se que, mesmo dentro de uma investigação colaborativa, existem desfalques e flutuações, como em qualquer outro modo de produção, tradicional ou coletivo, mas que o processo pode se revelar uma excelente alternativa para grupos que buscam, nas interferências e interpolações, a construção de uma obra híbrida e de caráter pessoal.

Palavras-chave: Teatro de grupo; Processo Colaborativo; Teatro da Vertigem; As Bravas; Criação Coletiva

               Gabriela Eugênio

Corpo que fala

A presente pesquisa aborda o corpo do artista da cena. O estudo foi desenvolvido por meio de experimentações práticas, observações em processos pedagógicos e leituras teóricas. O objetivo geral desta pesquisa é discutir a autonomia no trabalho do ator-criador e identificar estratégias para que este se mantenha ativo em períodos de inatividade. De acordo com o estudo desenvolvido, é possível demonstrar o percurso para a construção desse território de trabalho através de abordagens tanto exploratórias quanto qualitativas. Por fim, a pesquisa constatou a existência de fatores que possibilitam ao ator/atriz manter-se em atividade, mesmo em momentos de hiato.

Palavras-chave: Autonomia; Auto pesquisa; Corpo; Solidão.

    Júlia Schincaglia Gonçalves

Buscando presença através da memória

Esta pesquisa se desenvolveu a partir da realização de diferentes práticas de movimento e imobilidade que proporcionaram algo como uma expansão energética necessária à criação, na intenção de investigar como a expansão de consciência, obtida pela manipulação das energias corpóreas, podem conduzir o corpo atuante para um estado de presença pleno e a realização de movimentos mais orgânicos para a cena, que são aqueles que surgem naturalmente através da conexão com a respiração, fluxos energéticos e a percepção das estruturas corporais, que segundo Grotowski é o movimento gerado pelo impulso e prontidão física revelados pelo corpo. Junto do viés prático, a pesquisa acompanha um diário de montagem/práticas, cujo objetivo foi relatar os caminhos por onde o corpo atuante transitou ao longo da investigação, como: a exaustão, dramaturgias constituídas pela memória corporal e a dilatação energética pela imobilidade. Visando um estado de atenção e presença cênica e cotidiana mais ativas ao corpo da atriz-pesquisadora-autora. Portanto, o assunto central desse trabalho é a preparação desse corpo que antecede a cena, e a busca do movimento pelo movimento, que baseado em Cunningham, é a dança/expressão desassociadas da música ou da narrativa, onde o movimento surge de forma autônoma, experimental e aberta ao acaso, sem precisar ser algo conhecido ou esteticamente atraente, apenas uma movimentação ocasionada pelo impulso. O projeto gerou uma performance que viabiliza a expressão em fluxo livre do corpo atuante, que se movimenta pelo empírico e se guia pelo sensorial capaz de discursar sobre assuntos do “eu íntimo” que fruam para o coletivo. Além de uma arqueologia do processo criativo que contém análises teóricas e registros de relatos pessoais de práticas realizadas ao longo da pesquisa e do ano letivo.

 Palavras-chave: teatro, preparação, corpo, cena.

                           Isadora Avruch da Costa

A Lei de Fomento ao Teatro, o movimento Arte Contra a Barbárie e a sobrevivência do teatro de grupo na cidade de São Paulo

O presente trabalho visa analisar e produzir reflexões sobre a Lei de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo e seu impacto na produção do teatro de grupo durante seus dez primeiros anos de vigência, bem como sobre o movimento de classe Arte Contra a Barbárie, responsável por sua elaboração e posterior promulgação, a fim de pensar estratégias de viabilização das produções da cena teatral alternativa. Esta pesquisa foi realizada por meio do levantamento bibliográfico sobre o tema, tendo como referencial pesquisadores do campo das artes cênicas e da produção cultural, além de artistas que estiveram envolvidos com as pautas do movimento e, ainda, documentos produzidos pelo Arte e textos normativos diversos. Na primeira parte do trabalho, procurou-se tratar do conceito de teatro de grupo e de apresentar um panorama sobre o Arte Contra a Barbárie. Na segunda, discutiu-se a Lei de Fomento, seus efeitos, limites e possibilidades de aprimoramento. Concluiu-se que, apesar de suas limitações, o programa instituído pela norma em questão contribuiu com a manutenção e ampliação do teatro de grupo na cidade e deve, portanto, não só ser mantido, como aprimorado por meio do aumento de verbas, democratização do acesso, alteração da forma de avaliação pelas comissões e outras demandas que extrapolam seus contornos atuais.


Palavras-chave: Políticas públicas; Artes cênicas; Produção cultural; Economia da cultura; Produção alternativa.

                                    Mariana Zitto

M(eu) processo de vir a ser: a encruzilhada entre a vida e a arte

Este trabalho investiga a relação entre o ator e o personagem, tomando como ponto de partida a minha própria experiência cênica. Perguntas como “Quem sou eu como atriz e como pessoa?” e “Onde termina o personagem e começa o ator em cena?” orientam o percurso criativo e reflexivo da pesquisa. Trata-se de um mergulho subjetivo na busca pela minha expressividade enquanto artista-criadora, em que inquietações pessoais se transformam em prática, experimentação e ação. A pesquisa explora a corporeidade e a poética pessoal a partir de vivências ligadas ao amor, à dor e ao prazer das relações afetivas, considerando também as tensões entre autoconhecimento e amadurecimento. O caminho criativo parte de mim mesma para se abrir ao encontro com o outro, num processo de subjetivação em que a realidade é manipulada em favor da experiência estética. Como processo de pesquisa, desenvolvo um monólogo de dramaturgia autoficcional, construído a partir de práticas corporais. A cena é estruturada em torno dos elementos da natureza — terra, água, ar e fogo —, que, por meio de seus significados simbólicos, dão forma às dificuldades e à beleza do florescer do “vir a ser na criação”. O processo de criação inclui ainda a elaboração de fotos-performances, que não apenas visualizam esses elementos, mas também alimentam a cena performativa. Se a mente se perde, é o corpo em cena que a reencontra. A dimensão escrita do trabalho apresenta um relato processual, construído em forma de diário de bordo, no qual se articulam vivências práticas e referenciais teóricos. Trata-se, portanto, de uma reflexão sobre como encontrar a mediação entre o eu e o público, transformando o íntimo do processo de pesquisa em experiência compartilhada.

Palavras-chave: Performance; Processo; Autobiografia; Corpo; Expressividade

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XII Semana Arte e Sociedade recebe o Seminário de teatro brasileiro contemporâneo em parceria com a MITsp https://antigo.celiahelena.com.br/2025/10/23/seminario-de-teatro-brasileiro-contemporaneo-mitsp/ Thu, 23 Oct 2025 12:58:24 +0000 https://celiahelena.com.br/?p=38363 O Célia Helena convida toda sua comunidade teatral a participar dos debates da XII Semana Arte e Sociedade, que acontecerá neste segundo semestre de 2025 no Teatro do Célia.

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O Célia Helena Centro de Artes e Educação acolhe o Seminário de teatro brasileiro contemporâneo, uma ação da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo — MITsp para encerramento do Pavilhão Brasil e da Plataforma BrasilO evento acontecerá nos dias 28, 29 e 31 de outubro de 2025, com entrada gratuita.

Voltado a estudantes das artes performativas e demais interessados na cena teatral atual, os encontros buscam promover o diálogo e a formação artística, criando um espaço de aprendizado e reflexão sobre a produção contemporânea no Brasil. 

O Pavilhão Brasil foi uma ampla iniciativa artística e intelectual realizada no contexto do Ano Brasil França 2025, concebida para promover uma reflexão crítica sobre o Brasil contemporâneo a partir de suas múltiplas vozes e expressões culturais. 

Programação:

  • 28/10, das 16h30 às 18h30 — Christiane Jatahy
  • 29/10, das 09h30 às 11h30 — Lia Rodrigues
  • 31/10, das 19h30 às 21h30 — Janaina Leite​

Nosso intuito é que cada convidada compartilhe não apenas suas pesquisas artísticas, mas também como essas investigações têm aberto caminhos para outros países, ampliando os horizontes da cena brasileira no contexto internacional. Cada encontro contará ainda com a mediação de artistas e professoras do Célia Helena Centro de Artes e Educação: Luah Guimarãez, Karina Almeida e Yonara Dantas.

Seminário de teatro brasileiro contemporâneo

Local: Célia Helena Centro de Artes e Educação 
Av. São Gabriel, 462 — Itaim Bibi — São Paulo (SP) 
Entrada gratuita. Retirada de ingressos 1h antes no local. Sujeito a lotação do espaço. 

Formulário de inscrição para assistir à transmissão ao vivo: acesse aqui.

Plataforma Brasil/MITsp

Programa continuado de internacionalização das artes cênicas brasileiras, a Plataforma Brasil é o eixo central do Pavilhão Brasil e foi realizada em Avignon, integrando a programação do Festival Off d’Avignon, um dos mais importantes espaços de difusão e experimentação artística do mundo. 

Curada e realizada pela MITsp, a Plataforma Brasil reuniu artistas, pensadores e companhias que investigam o Brasil a partir de sua complexidade social, política e poética, apresentando uma pluralidade de temáticas e linguagens da cena contemporânea. 

Saiba mais aqui.  

Este projeto participa do Pavilhão Brasil, uma iniciativa da MITsp (@mitsp_), e integra a Temporada Brasil – França 2025. Tem apresentação do Ministério da Cultura, patrocínio da Petrobras, com realização da Associação SÚ de Cultura e Educação, Olhares Instituto Cultural, République Française, Institut Français, Instituto Guimarães Rosa, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Cultura Governo Federal.

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POÉTICAS PRETAS 2025: 81 anos do Teatro Experimental do Negro https://antigo.celiahelena.com.br/2025/10/16/poeticas-pretas-2025-ten/ Thu, 16 Oct 2025 11:19:34 +0000 https://celiahelena.com.br/?p=38080 Esta edição de Poéticas Pretas tem como mote central o impacto e legado deixados pelo Teatro Experimental do Negro (TEN).

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POÉTICAS PRETAS: 81 anos do Teatro Experimental do Negro

Projeto desenvolvido pelo NEABI – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas

23/10/2025
(quinta-feira)

das 19h às 22h30

Teatro Célia Helena 

Poéticas Pretas é um ato de celebração promovido pelo Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) da Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH). Em 2025, a edição do mês de outubro destaca a força e evidencia a diversidade das vozes negras, com o compromisso de promover o direito de igualdade étnico-racial. Um convite para uma ação coletiva de conscientização e empoderamento das produções afrocentradas, afirmação de identidade, que narram suas próprias histórias enquanto artistas-pesquisadores, a partir de práticas e saberes pluriepistêmicos, além de provocar um olhar para a construção de novas narrativas e partilhas no enfrentamento ao racismo estrutural e institucional, de responsabilidade não unicamente NEGRA.

Esta edição tem como mote central o impacto e legado deixados pelo Teatro Experimental do Negro (TEN) nesses 81 anos de criação para as produções cênicas contemporâneas, considerando como um disparador de processo criativo: as percepções que o corpo negro gera em cena, independente do discurso e a ideia de como se dá o encontro com a própria negritude.

Programação

Recepção e prelúdio musical.

Izah Neiva, cineasta e atriz, dedica-se a explorar questões de impacto social em seus filmes. Sua formação é diversificada: é graduada em Teatro pela Escola Superior de Artes Célia Helena, licenciada em Teatro pela Faculdade Paulista de Artes e em Finanças pela Universidade da Cidade de São Paulo. Além disso, possui especialização em Cinema pela Universidade de Indaiatuba e MBA em Cinema pelo LA Filmes Institute. 

Assina a direção dos curtas A última chance (2017), Era uma vez em SP (2019), O menino da moeda (2021), Sônia (2024), Escuta (2025) e Firmina (2024), este último selecionado para mais de 60 festivais e mostras de cinema, como o Festival Internacional de Curtas de São Paulo – Kinoforum, Vitória/ES, MIMB/BA, Guarnicê/MA, LABRFF em Los Angeles, entre outros, alcançando 18 estados brasileiros e 11 países, com 32 premiações em diversas categorias. 

 

Recorte cênico da releitura da peça Sortilégio, de Abdias Nascimento, revisitada através das linguagens do hip-hop e da religiosidade afro-brasileira, mantendo o compromisso político e estético do Teatro Experimental Negro, que se fundem como linguagens de resistência preta.

A arquitetura sonora é uma ponte entre mundos. Piano, teclado, bateria e percussão formam a base tradicional, enquanto o baixo estabelece a base para os loops e samples. 

Escrita em 1951, Sortilégio (Mistério Negro) é uma peça revolucionária. A obra expõe feridas profundas da sociedade brasileira: a negação das raízes africanas, o embranquecimento forçado e o racismo.

Um experimento cênico que nasce no diálogo entre Diego Macedo, ator em cena, e Eartha Kitt, celebridade de Hollywood entre os anos 1930-80. Aqui o amor se torna protagonismo, onde questões raciais, traumas e conquistas cruzam esse sentimento que mais comove e move as pessoas.

O experimento, que faz parte da investigação de Jamile Guedes no Mestrado Profissional em Artes da Cena na ESCH, dialoga com os reflexos da colonização histórica e contemporânea, na construção do “eu” e sobre a retomada  das nossas histórias e ancestralidade.  

Como é, foi ou está sendo construída  a nossa autoimagem enquanto pessoas negras? Como essa construção nos aproxima ou nos distancia de “quem sou eu?”, impactando nossa autoestima? E de qual autoestima estamos falando? 

 

Artista corpo, dançarino profissional e modelo, Rebô Izaias destaca-se no universo da dança, participando de apresentações e festivais nacionais e internacionais, atuando na desconstrução de estereótipos e direitos à acessibilidade. 

Diálogos corporais sobre rodas como intervenção performática de inclusão da pessoa com deficiência que adentra os espaços de fronteiras sociais e simbólicas, além disso, o corpo negro como  um espaço de ressignificação e valorização das suas raízes. 

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Mostra Artística dos Trabalhos de Conclusão de Curso da Licenciatura em Teatro https://antigo.celiahelena.com.br/2025/10/07/mostra-tcc-licenciatura/ Tue, 07 Oct 2025 16:28:29 +0000 https://celiahelena.com.br/?p=37849 A Escola Superior de Artes Célia Helena convida toda a sua comunidade teatral a participar da Mostra dos Trabalhos de Conclusão de Curso da Licenciatura em Teatro, um momento de celebração, reflexão e compartilhamento dos percursos investigativos de nossos alunos.

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mostra tcc licenciatura

Mostra dos Trabalhos de Conclusão de Curso da Licenciatura em Teatro

Segundo semestre de 2025

 

“Nas temporalidades curvas, o tempo e memória são imagens que se refletem.”

— Leda Maria Martins

“A Licenciatura em Teatro foi concebida de modo a guardar profundo vínculo com a história, com a missão e com a identidade da ESCH, pautadas pela busca da formação artística e humana de excelência, capacitando profissionais para atuar no mundo do trabalho como professores de artes, especialmente de teatro, nas redes de escolas que compõem a educação básica.”
Eleonor Pelliciari

A Escola Superior de Artes Célia Helena convida toda a sua comunidade teatral a participar da Mostra dos Trabalhos de Conclusão de Curso da Licenciatura em Teatro, um momento de celebração, reflexão e compartilhamento dos percursos investigativos de nossos e nossas estudantes.

Data

14 e 21 de outubro

Local

Teatro do Célia

Horário

14/10, das 19h às 22h.
21/10, das 18h às 22h.

Orientadora

Yonara Dantas

Nesta mostra, os(as) estudantes apresentam, de forma poética e instalativa, os assuntos discutidos em suas pesquisas de TCC. A variedade de temas evidencia a riqueza e diversidade de perspectivas que alimentam nossa Licenciatura em Teatro e sua proposta de uma pedagogia artística crítica e sensível.

Convidamos todos os corpos docente e discente do Célia Helena Centro de Artes e Educação a se juntarem a nós nessa celebração do conhecimento, da arte e da formação docente.

Dia 14/10: professores debatedores

                 Gabriela Alcofra

               Leonardo Birche

                   Licko Turle

Trabalhos de Conclusão de Curso - Concluintes (8LN)

Apresentações

19h. Ana Semião, Eduarda Araújo, Junior Padovani e Karen Samyra.
20h. Fernando Pernambuco, Jennifer berg, Sabrina Hofstetter e Rosa Txutxá.
21h. Gustavo Zanela, Davi Dias, Paola Carvalho e Giovanna Gomieiro.

 

                                    Ana Semião

Máscara de Silenciamento

Este trabalho explora a relação entre memória ancestral, o silêncio através do lugar de onde venho, minha experiência pessoal como artista e os ensinamentos trazidos pelos meus. Trago como referência o livro Memórias da plantação, de Grada Kilomba, que apresenta uma reflexão sobre as formas de silenciamento de corpos negros e analisa como o silenciamento histórico impacta a trajetória educacional da população negra, com foco especial na experiência interiorana. Através do método da pesquisa autobiográfica e história oral, resgato memórias familiares, demonstrando como a educação formal frequentemente opera como mecanismo de apagamento cultural.

Palavras-chave: Memória ancestral; Silêncio; Educação; Teatro.

                                     Davi Dias

MediAção Cultural: um resgate ilustrativo da memória de um ator-mediador

O presente trabalho foi desenvolvido a partir de inquietações vindas da minha experiência como estagiário e mediador cultural, integrando a equipe educativa de uma exposição de arte contemporânea, chamada 22ª Bienal Sesc Videobrasil: A memória é uma ilha de edição. Dentro desta vivência, busca-se articular a prática da mediação em espaços de educação não formal, a partir dos repertórios artísticos de um formando em Artes Cênicas. Aqui ressalto, o domínio do corpo e da presença cênica, a escuta sensível aliada à capacidade de improvisação, a construção narrativa voltada à criação de sentidos, e a consciência cultural e política como fundamentos de uma atuação artístico-pedagógica direcionada à fruição e à formação de público. Essa vivência teve papel significativo em meu processo formativo, permitindo ampliar meu olhar e minha prática como artista e educador. Complementarmente, nesta pesquisa, recorro ao desenho/ilustração como dispositivo poético e de diálogo, resgatando, por meio da imagem, minhas memórias e impressões marcantes deste processo.

Palavras-chave: Mediação Cultural; Artes Cênicas; Artes Integradas; Espaços Expositivos; Memória.

                                Eduarda Silva Araújo

Aldeia Quilombo: a autoestima como práticas de transgressão nos espaços educacionais

A presente investigação visa estabelecer uma pesquisa dentro do conceito Aldeia Quilombo, criando um entrelaçamento no fator principal de minha pesquisa: a autoestima. É através da autoestima que o trabalho se desenvolve, como proposta de caminhos educacionais onde a valorização e o resgate cultural sistematizem novos caminhos dentro da educação, onde todas as crianças possam se reconhecer através de uma história que não a única. Nesse caminho de pesquisa, questionarei a branquitude enquanto sistema, lugar de poder na qual o imaginário se sistematiza como noção universal do saber. Trago como referencias primordiais os escritos de Mestre Nego Bispo, Abdias do Nascimento e bell hooks.

Palavras-chave: Escolas Brasileiras; Racismo; Educação; Autoestima.

                            Fernando Pernambuco

Teatro, Eutonia e Escola: conexões para uma Educação Integral

Esta pesquisa investiga o ensino de teatro no contexto escolar, articulando-o com os recursos pedagógicos da Eutonia, a fim de compreender como essa abordagem pode contribuir para a formação integral dos estudantes. Parte-se da premissa de que a inserção da Eutonia no ensino de teatro possibilita ampliar a percepção corporal, favorecer a consciência sensório-motora e potencializar processos criativos, promovendo um aprendizado mais significativo. Nesse percurso, busco responder às seguintes questões: por que Eutonia? Por que teatro e Eutonia? E por que teatro e Eutonia no espaço escolar? A metodologia adotada é a autoetnografia, que permite a reflexão crítica a partir da minha própria experiência como praticante e pesquisador. Essa perspectiva possibilita o diálogo entre vivências pessoais e contextos pedagógicos mais amplos, tornando visível a dimensão subjetiva do processo investigativo. Reconhecendo, no entanto, que a articulação entre teatro e Eutonia é atravessada por experiências singulares, este trabalho inclui também relatos de profissionais das Artes Cênicas e da Eutonia, com o intuito de ampliar a compreensão acerca das possibilidades e dos desafios desse encontro. Complementarmente, realizo uma revisão bibliográfica, de modo a situar a pesquisa em um campo teórico já consolidado, estabelecendo relações entre fundamentos da pedagogia teatral, da educação somática e das práticas corporais. Essa revisão fornece subsídios para analisar em que medida a Eutonia pode enriquecer metodologias de ensino do teatro na escola, não apenas como técnica auxiliar, mas como um eixo capaz de promover uma educação mais sensível, crítica e integradora. Assim, o estudo propõe compreender a pertinência da Eutonia como recurso pedagógico no ensino de teatro, evidenciando sua contribuição para uma formação que contempla corpo, pensamento e sensibilidade em um processo educativo integral.

Palavras-chave: Teatro; Eutonia; Escola; Educação Somática; Pedagogia.

                          Giovanna Gomiero Lima

Fotos narrativas: um estudo sobre o encontro da contação de histórias com a fotografia

O presente trabalho foi desenvolvido a partir de um desejo pessoal de compreender como uma imagem fotográfica poderia ser capaz de contar uma história. Usando conceitos narrativos de Walter Benjamin e Byung-Chul Han, podemos ver aqui uma trajetória do ser humano como um ser narrativo, como a ideia de narração está ligada à nossa cultura e modo de viver e o que vivemos hoje no mundo moderno com o que chamam de “a crise da narração”. Após entender esses conceitos, trago a fotografia como uma forma de contar histórias que consegue, por vezes, sobreviver à crise narrativa atual, e como a leitura de imagens e o uso da fotografia pode ser benéfico dentro de um contexto escolar, a partir dos conceitos de Ana Mae Barbosa. O trabalho possui fotos produzidas por mim, ou do meu acervo pessoal que ilustram conceitos e momentos descritos ao longo do trabalho, além de uma produção feita especificamente para esta pesquisa, como forma de experimentação da contação de histórias através da fotografia.

Palavras-chave: Contação de Histórias; Narrativas; Fotografia; Educação.

                                 Gustavo Zanela

A experiência de imaginar no espetáculo infantil “Alice no seu Pequeno Grande Quarto das Maravilhas”

O presente trabalho discute o espetáculo infantil “Alice no seu Pequeno Grande Quarto das Maravilhas” do Grupo Arte Simples de Teatro, estreado em 2023 no Teatro Arthur Azevedo no bairro da Mooca, Zona Leste de São Paulo, e que continua em plena atividade. A partir da peça, o objeto de investigação é analisar alguns pontos escolhidos do espetáculo, um espaço inventado a partir da imaginação, elenco formado por drag queens e as crianças usarem sua criatividade em interações constantes com as atrizes. Para aprofundar, Lev Vygotsky é usado como principal base referencial teórica. O espetáculo é uma experiência de imaginação e criação de repertório para quem assiste. A pesquisa conclui como é importante para a infância terem espaços e oportunidades para as crianças brincarem, usar a imaginação e ser o que elas quiserem.

Palavras-chave: Imaginação; Experiência; Crianças; Alice no País das Maravilhas.

                                   Jennifer Berg

Violência silenciosa: uma análise da subjugação e a gestão dos corpos no contexto político e social atual

Este trabalho parte da minha vivência pessoal para investigar como instituições sociais, políticas e principalmente religiosas, moldam e controlam os corpos. Desde minha infância, experiências marcadas por regras rígidas e limitações corporais revelaram um processo de subjugação silenciosa, no qual a disciplina se estende do corpo à subjetividade. A análise dialoga principalmente com Michel Foucault e Giorgio Agamben, demonstrando como a vigilância e a exclusão produzem corpos dóceis, úteis e obedientes. Ao mesmo tempo, dialoga também com bell hooks, trazendo uma perspectiva crítica sobre as opressões. Este estudo busca, assim, compreender os mecanismos que restringem a liberdade corporal e propõe a achar caminhos de emancipação por meio da consciência crítica.

Palavras-chave: Corpo; Subjugação; Disciplina; Liberdade.

                 José Orlando Berto de Lima Junior

Mátria

Este trabalho traz em seu caminhar a história de duas mulheres pretas, nordestinas, mães solos e analfabetas. A primeira é Maria Lúcia (1950-2017), minha avó. No primeiro capítulo, conhecemos brevemente sua história de vida, suas dores, lutas, resiliência e o entrelaçamento de sua vivência com a história da educação brasileira nas décadas de 1950, 1960 e 1970. No segundo capítulo a história é de minha mãe, Cicinha, conhecemos sua engenhosidade, força, lutas e desrupturas, o acompanhamento da história educacional do país segue, dessa vez nas décadas de 1980 e 1990. No terceiro capítulo chegamos até minha história, sendo o primeiro da família a ingressar no Ensino Superior, a partir de minha história, entramos na era educacional dos anos 2000 e da década de 2010, além das novas leis e diretrizes educacionais do país. Esta pesquisa tem como finalidade questionar através de três gerações distintas, quem pode acessar o ensino superior no país, fazendo uma linha do tempo em forma de uma árvore genealógica, entendendo e decifrando as raízes por trás de um movimento e de um plano racista, que fez e faz com que pessoas pobres em sua grande maioria, pessoas pretas, não consigam ingressar no ensino superior. 

Palavras-chave: Educação; Autonomia; História; Infância; Memória.

                      Karen Samyra dos Santos

Entrelaçamentos entre ancestralidade e educação: o papel das narrativas e trajetórias ancestrais dentro do processo de ensino-aprendizagem

A pesquisa investiga o papel da ancestralidade e da valorização da integralidade do educando no contexto da educação, tomando como corpo-poético o livro Macabéa – Flor de Mulungo, de Conceição Evaristo. A autora entrelaça a personagem Macabéa, de A Hora da Estrela, com Maria de Jesus, sua avó materna, para refletir sobre a educação de jovens dissidentes, sobretudo em escolas públicas, ressaltando como histórias de vida, culturas e trajetórias familiares influenciam o aprendizado. O conceito de “insignificância” é utilizado para discutir o apagamento social e cultural, evidenciando a forma como estudantes de comunidades periféricas, em especial aqueles de famílias chefiadas por mulheres negras, são invisibilizados no sistema educacional. A partir dessa análise, a pesquisa propõe que a educação seja compreendida de maneira ampla e multifacetada, indo além do ensino formal e reconhecendo dimensões como raízes, memórias e histórias ancestrais dos educandos. Inspirada em bell hooks, que entende a educação como prática de liberdade, a investigação defende um olhar atento e inclusivo para a integralidade dos estudantes, valorizando suas experiências e identidades como parte fundamental do processo pedagógico. Ao dialogar com a noção de epistemicídio, denuncia-se a marginalização do conhecimento dos povos racializados, reforçando a urgência de práticas educativas que reconheçam a diversidade de saberes. Assim, a pesquisa contribui para pensar uma educação que respeite trajetórias culturais e ancestrais, revertendo invisibilidades históricas e tornando-se um espaço de libertação, autodescoberta e transformação social.

Palavras-chave: Ancestralidade, Educação integral; Invisibilidade; Epistemicídio; Mulheridades.

                      Paola dos Santos Carvalho

Rir para não silenciar: Stand-up como voz das margens 

Este trabalho apresenta o stand-up comedy como linguagem de resistência, denúncia e afirmação de identidades marginalizadas. Partindo de uma experiência pessoal com o riso e de um olhar de espectadora, a pesquisa seleciona artistas que transformam o palco em espaço político, como Thiago Ventura, Whindersson Nunes, Tatá Mendonça, Ali Wong, Hannah Gadsby e Hasan Minhaj. Além da apresentação desses artistas e de seus discursos, o trabalho articula reflexões teóricas sobre o riso em autores como Bergson e Freud, ressaltando que o humor nunca é neutro, mas cumpre funções sociais que podem tanto reforçar exclusões quanto gerar resistência. O percurso metodológico consistiu em uma leitura crítica de bibliografia acadêmica, obras audiovisuais e apresentações de stand-up, buscando compreender como o riso opera como ferramenta política. Conclui-se que o stand-up não se limita ao entretenimento, mas deve ser reconhecido como uma linguagem capaz de disputar narrativas, dar visibilidade a corpos marginalizados e afirmar vozes historicamente silenciadas.

Palavras-chave: Riso; Stand-up comedy; Resistência; Crítica social; Identidade.

                                  Rosa Txutxá

Inventário vivo de Guapiara: educação, memória e resistência de saberes às margens do rio Apiaí-Mirim

Este trabalho tem como objetivo a criação do Inventário Vivo como uma prática de cuidado e reconhecimento da memória no contexto de apagamento étnico e cultural das comunidades rurais de Guapiara, no interior sudoeste do estado de São Paulo, marcadas por narrativas orais e modos de vida tradicionais. A pesquisa adota uma abordagem autoetnográfica e interdisciplinar, articulando saberes da arte, da educação e da antropologia para compreender como as memórias coletivas, corporais e territoriais são preservadas e transmitidas nesses territórios, a partir do conceito do Bem Viver. A pesquisa combina análise bibliográfica, estudo de caso e vivências em chão vivo, com escuta de artesãos, anciãos e agricultores da região. O Inventário Vivo é concebido como registro expandido, que reconhece o corpo, o tempo cíclico e os modos de vida coletivos como tecnologias ancestrais de ensino. O estudo também busca compreender seu potencial para fortalecer práticas educativas enraizadas nos saberes locais, contribuindo para uma atuação artística comprometida com a justiça epistêmica e para políticas culturais que reconheçam e valorizem essas formas de conhecimento. Os resultados apontam o Inventário Vivo como ferramenta de resistência, criação e ensino, com aplicação em contextos educativos, museológicos e comunitários.

Palavras-chave: Bem Viver; Comunidade; Inventário vivo; Tapera; Agricultura.

                 Sabrina Belén González Hofstetter

Paraguai, Brasil e eu: anotações sobre arte, cultura e tradição

O presente trabalho tem como objetivo resgatar memórias familiares e pessoais, apresentando a trajetória da autora desde a infância até a atualidade. O estudo destaca aspectos relacionados à identidade paraguaia, à ancestralidade e às vivências no território paraguaio sob a perspectiva da autora. Além disso, aborda a experiência de ser estrangeira no Brasil, trazendo uma discussão fundamentada nos aportes teóricos de Paulo Freire e Néstor García Canclini acerca da cidadania e da emancipação. O trabalho também contempla reflexões sobre os benefícios destinados a migrantes e a legislação vigente, com ênfase na Lei n. 13.445/2017, conhecida como Lei de Migração. Trata-se, portanto, de uma narrativa acadêmica construída a partir de vivências pessoais e coletivas, que evidencia o diálogo entre memória, identidade e processos de pertencimento.

Palavras-chave: Identidade paraguaia; Cultura; Memória; Migração.

Dia 21/10: professores debatedores

         Karina Almeida

          Laerte Mello

         Rodrigo Audi

          Silvani Moreno

Trabalhos de Conclusão de Curso - Concluintes (8LM)

Apresentações

18h. Emília Helena, Gabriela Giardino (Woods) e Mateus Pigari
19h. Cauã Stevaux, Anna (Akari) Kagawa, Gabriel Kadowaki e Beatriz Lino (Bisilds)
Intervalo
20h30. Gabriella Liberman, Ruan Mesquita, Isadora Lodi e Tamires Reame
21h30. Pedro Gurgel, Bertha Rosenbaum e Catherine Lins

 

                    Anna Tejon Kagawa (Akari)

Ao infinito e além: um estudo de caso sobre animações em Toy Story

A pesquisa tem como objetivo a reflexão sobre a importância das animações como narrativas contadas de maneira criativa e que instiga o pensamento crítico, dentro dos temas apresentados em cada história, no público que assiste, independentemente da faixa etária. Inicialmente, é estabelecido um panorama histórico das animações em questão de técnica e narrativa. Depois, discorro sobre os paradigmas sociais sobre animações. Por fim, por meio de uma análise do filme Toy Story (Lasseter, 1995), busco entender como animações conseguem quebrar os paradigmas citados, por serem um meio que comunica uma mensagem de forma efetiva e bem desenvolvida, gerando, dessa forma, debates e reflexões sobre estas mensagens. A escolha do filme se deu tanto por sua importância histórica, quanto pela originalidade em sua narrativa que gera uma conexão com o público em geral ao apresentar lições sobre amizade e pertencimento dentro de um coletivo pelo olhar de brinquedos que ganham vida longe do olhar humano.

Palavras-chave: Animação; Toy Story; Produção cinematográfica.

                                Beatriz Lino (Bisilds)

Gestos da plateia: o aplauso como linguagem social no teatro

Este Trabalho de Conclusão de Curso investiga o aplauso no teatro como prática social, analisando suas funções simbólicas, políticas e culturais em diferentes contextos históricos. A pesquisa não se organiza de modo puramente cronológico, mas a partir das relações entre teatro e estruturas de poder, compreendendo o gesto como linguagem coletiva e marcador social. Ao longo dos capítulos, discutem-se as formas como distintos públicos — elites, burguesia e camadas populares — construíram modos de reagir à cena, transformando o aplauso em instrumento de distinção, adesão, contestação ou ritual. O estudo articula fontes teóricas, relatos históricos e reflexões estéticas para mostrar que esse gesto aparentemente simples nunca é neutro: ele traduz comportamentos sociais, regula a relação entre artistas e espectadores e revela disputas simbólicas que atravessam a cultura teatral. Assim, o trabalho contribui para compreender o teatro como espaço de negociação entre cena e sociedade, em que a plateia não apenas assiste, mas participa ativamente da experiência cênica.

Palavras-chave: Aplauso; Teatro; Recepção; Rito; Comportamento social.

                    Bertha Miranda Rosenbaum

As imagens das infâncias na vida: reflexões a respeito do Limiar e Brincar

Esta pesquisa tem como eixo central o conceito de limiar, formulado por Walter Benjamin como zona intermediária de indeterminação e espera, situada entre dois estados ou territórios. A investigação buscou identificar em que contextos contemporâneos ainda se manifestam tais zonas, entendidas como espaços inaugurais da experiência. Nesse percurso, destacou-se o brincar, compreendido como experiência indissociável da infância e profundamente relacionado ao limiar. De acordo com Winnicott, o brincar ocorre em um espaço-tempo de indefinição entre o eu e o outro, entre o imaginativo e o real, possibilitando a criação de sentidos novos a partir da mobilização do corpo, da imaginação e da relação com o mundo. Nesse espaço indeterminado, a criança inicia modos de habitar o mundo por meio da experimentação, sem a busca de pontos fixos de partida ou chegada. Defende-se que as imagens da infância – brincar e limiar – evidenciam formas de relação progressivamente ocupadas pelas virtualidades digitais. Diante disso, propõe-se refletir sobre estratégias que reabram espaços de experiência no presente, sugerindo, ao final, práticas docentes que favoreçam vivências ligadas ao brincar e ao limiar.

Palavras-chave: Brincar; Limiar; Experiência; Infâncias.

                    Catherine Bandeira Lins Böttcher

O bilinguismo através da arte: a essencialidade de recursos artísticos no processo de aprendizagem de um idioma estrangeiro

Esta pesquisa relata o estudo de idiomas estrangeiros por meio de recursos artísticos, destacam-se dentre eles a música e o audiovisual. Iniciando-se no surgimento das famílias linguísticas e na necessidade do idioma próprio, a pesquisa engloba estratégias embasadas no consumo artístico para a fluência de um idioma não materno. Contando com o relato de pessoas trilíngues e poliglotas, entre eles o meu pessoal, bem como de professores de diversos idiomas no ensino infantil e fundamental, o presente trabalho aprofunda-se no reconhecimento de signos idiomáticos e na sua memorização, consciente e inconsciente, quando auxiliados pelos recursos acima citados. A presente pesquisa reforça, portanto, a necessidade e relevância da arte na aprendizagem de pessoas que buscam se aprofundar em um novo universo linguístico, bem como o oferecimento de práticas para educadores que desejam incorporar arte em suas metodologias de ensino, enriquecendo sua didática com abordagens culturalmente diversificadas.

Palavras-chave: Linguagem; Música; Audiovisual; Idioma; Ensino-aprendizagem.

                            Cauã Silveira Stevaux

Sintoma de dysphoria: práticas performáticas em corpos transicionais

Por meio desta pesquisa, elaboro um percurso investigando a disforia como sintoma epistemológico da contemporaneidade: uma descategorização do sistema binário, uma desordem febril, um sinal de transformação planetária sem precedentes. As pandemias, o poder bélico, os microplásticos, o acoplamento da identidade em escalas cibernéticas e a cooptação das novas tecnologias pelo neoliberalismo compõem o cenário que evidencia as estratégias de hackeamento enquanto meio de sobrevivência para corpos subalternizados. Se o colonialismo se mascara através das ficções de “normalidade” e “naturalidade”, por meio da holofotação de corpos dissidentes, nesta pesquisa o processo é de protagonismo desses corpos, que se tornam eixo condutor histórico para a construção de proposições interdisciplinares e para algum movimento de coexistência no cenário disfórico contemporâneo.

Palavras-chave: Artificialidade; Gênero; Humanidade; Performance.

                                   Emília Helena

Camaleônica I – Exórdio: Um prefácio sobre alteridade

Este trabalho busca analisar dentro das artes interpretativas, aqueles que buscaram e lapidaram suas personagens a partir de experiências/práticas/métodos da anulação/suspensão do “Eu”. Com base no trabalho filosófico de Emmanuel Lévinas (1906-1995), utilizo de partes de sua pesquisa para formar o léxico que norteará a leitura de procedimentos e pesquisas teatrais de Jerzy Grotowski (1933-1999) e do sistema italiano do século XVIII de declamação e gestos (La Drammatica) classificados pela pesquisadora italiana Anna Sica. O objetivo é a análise da figura do “Eu” em um recorte de processos artísticos que passam pela discussão da anulação do “Eu” tendo como embasamento filosófico as pesquisas de Lévinas.

Palavras‐chave: Emmanuel Lévinas; Jerzy Grotowski; Eleonora Duse; La Drammatica; Edward Craig.

                            Gabriela Giardino 

Atividade da palavra: diálogos entre Glorinha Beuttenmüller e o Grupo TAPA

O presente trabalho tem como tema a pedagogia em cena Atitude da Palavra, desenvolvido pelo Grupo TAPA. A aproximação se dá com base no Método Espaço-Direcional Beuttenmüller, criado pela fonoaudióloga Maria da Glória Cavalcanti Beuttenmüller. Por sua origem vinculada à fonoaudiologia, o método exige do ator um aprofundamento nos aspectos vocais que ultrapassam o conhecimento convencional, demandando familiaridade com exercícios específicos e a compreensão do aparelho fonador como um instrumento complexo, analisado sob as perspectivas fonéticas e fonológicas. Considerando que o método foi desenvolvido pelo Grupo Tapa para o teatro de texto, estabelece-se como princípio fundamental a centralidade da palavra, que deve ser transmitida ao espectador com integridade, intenção, cor e forma. Como complemento prático, propõe-se um plano de exercícios preparatórios que visa apoiar o processo de assimilação e execução das práticas abordadas. Este trabalho, portanto, propõe uma reflexão sobre os caminhos de preparação possíveis para o ator ingressar no teatro de texto por meio da Atitude da Palavra.

Palavras-chave: Preparação vocal; Glorinha Beuttenmüller; Atitude da palavra; Teatro de texto; Fonoaudiologia.

                            Gabriella Liberman 

Arte e educação: Desafios éticos e políticos para uma prática pedagógica transformadora 

Este trabalho tem como finalidade investigar e analisar a arte-educação no Brasil a partir de um viés ético e político, compreendendo-a não apenas como uma prática pedagógica, mas também como um instrumento de transformação social. Busca-se refletir sobre o papel fundamental do educador na construção de uma educação libertadora e inclusiva, capaz de promover o pensamento crítico, a consciência coletiva e a emancipação dos sujeitos. Nesse percurso, são retomados os ensinamentos e as contribuições de grandes referências no campo educacional e artístico, como Paulo Freire, que defende uma pedagogia dialógica e humanizadora; Ana Mae Barbosa, precursora da arte-educação no Brasil; e bell hooks, pensadora que articula a pedagogia crítica, ressaltando a importância da educação como prática de liberdade e resistência. A partir disso, este estudo pretende evidenciar como a arte-educação pode se consolidar como prática transformadora quando fundamentada em bases éticas e políticas comprometidas com a democracia, a diversidade cultural e a justiça social.

Palavras-chave: Autonomia; Democracia;Diversidade cultural; Justiça social.

                    Gabriel Naoki Kadowaki

Incentivo à  cultura: como o teatro musical brasileiro se consolida a partir da Lei Rouanet

O teatro musical no Brasil possui uma longa trajetória, desde os teatros de revista, teatro musicados, até os dias de hoje com musicais importados da Broadway (Estados Unidos) e do West End (Inglaterra), caracterizados pelas suas produções com grande orçamento, feito em grandes teatros, feito por atores, bailarinos, cantores renomados. Na última década, o número dessas superproduções aumentou no cenário cultural brasileiro, especialmente nas grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. Essas montagens são viabilizadas majoritariamente através da Lei Rouanet – o principal instrumento de financiamento de projetos culturais do país. Essa legislação permite que empresas e pessoas físicas destinem parte de seus impostos para apoiar projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura. Este trabalho propõe uma análise da Lei Rouanet, destacando seus aspectos positivos e negativos, reforçando a importância de um entendimento mais aprofundado sobre essa lei, principalmente por parte dos estudantes e profissionais das artes. Além disso, a pesquisa tem como objetivo investigar a situação financeira do teatro musical brasileiro, inspirado nos modelos estrangeiros, a partir dos dados de captação de recursos via Lei Rouanet nos últimos 10 anos, com especial ênfase no ano de 2024.

Palavras-chave: Lei Rouanet; Captação de recurso; Teatro musical; Proponentes.

                                    Isadora Lodi

O letramento científico na formação de arte-educadores

A pesquisa discute a importância do letramento científico para docentes de disciplinas não-científicas, em especial, da licenciatura em teatro, a favor do bem-estar coletivo e individual, físico e psicológico dos indivíduos. A investigação parte da compreensão de como os saberes docentes se constituem, respeitando a complexidade e a diversidade do processo, e como o letramento científico se insere nesse contexto. Em paralelo, foram levantados aspectos da ética ligada à docência, no intuito de reforçar o dever dos professores de se informar com responsabilidade epistêmica, e acumular um repertório que ofereça ao docente fundamentos científicos sobre temas pertinentes às relações comuns que pairam o lecionar.

Palavras-chave: Letramento científico; Saberes docentes,; Ética; Ensino de teatro.

                             Mateus Pigari Freitas

O pensamento de Meyerhold em Antunes Filho: uma comparativa entre mestres a partir da leitura de Sebastião Milaré 

Tendo como eixo central o livro Hierofania: o teatro segundo Antunes Filho, de Sebastião Milaré, esta pesquisa propõe uma relação entre os métodos e técnicas de trabalho do diretor brasileiro Antunes Filho (1929-2019), e do encenador russo Vsévolod Meyerhold (1874-1940). A motivação do estudo nasce tanto da experiência pessoal que vivi dentro do CPT (Centro de Pesquisa Teatral), dirigido por Antunes Filho, quanto da leitura da obra Do teatro, de Meyerhold. O paralelo estabelecido é fundamentado sobretudo pelo livro de Milaré, em diálogo com as obras Do teatro e Vsévolod Meyerhold: ou a invenção da encenação, de Gerard Abensour. A partir desse percurso, identifiquei semelhanças marcantes não apenas nos procedimentos e métodos de ambos, mas também no modo de conduzir o trabalho com os elencos. Trata-se, de evidenciar a singularidade com que dois dos maiores diretores de teatro da história desenvolveram seus métodos, suas posturas diante da cena e suas concepções de encenação.

Palavras-chave: Método; Técnica; Diretor; Encenador.

                                  Pedro Gurgel

Função da arte diluída em sociedade

Este trabalho apresenta um relato pessoal das minhas experiências com a arte e a educação, focando na utilização dos jogos teatrais como objeto de pesquisa. Exploro como minhas vivências no teatro, incluindo frustrações e aprendizados, moldaram minha visão sobre a educação e o papel dos jogos teatrais nas escolas. O embasamento teórico inclui o texto “O Lúdico na Educação Infantil: Jogar, Brincar, uma Forma de Educar” (2020), de Sandra Regina Dallabona e Sueli Maria Schmitt Mendes, e as definições de jogos propostas por Johan Huizinga e Peter Slade. Além disso, integro as perspectivas do psicanalista Donald Woods Winnicott sobre a importância da expressão criativa para a saúde mental e o desenvolvimento pessoal, assim como os conceitos de Lev Vygotsky sobre o brincar, para fortalecer a argumentação sobre o valor do teatro e das atividades lúdicas nas escolas.

Palavras-chave: Educação; Brincar; Experiência; Peter Slade.

                                Ruan Mesquita

Expressão artística, símbolo e transformação: práticas artísticas como caminho de autoconhecimento 

Este trabalho investiga a prática artística como via de autoconhecimento, integração psíquica e transformação pessoal. A pesquisa dialoga com a psicologia analítica de Carl Gustav Jung, especialmente os conceitos de Self, individuação, sombra, anima e animus, bem como com a compreensão do sagrado em Mircea Eliade e a dimensão espiritual da atuação teatral em Mark Olsen. A arte é compreendida não apenas como expressão estética, mas como experiência simbólica capaz de mediar o encontro entre consciente e inconsciente, revelando conteúdos individuais e coletivos. Nesse percurso, os exercícios criativos surgem como dispositivos de experimentação que potencializam a expressão do inconsciente e a integração de polaridades psíquicas. O estudo propõe, assim, compreender de que maneira a criação artística pode favorecer processos educativos, espirituais e transformadores, utilizando símbolos arquetípicos e promovendo um espaço de formação integral do ser humano.

Palavras-chave: Psicologia analítica; Processo criativo; Expressão artística; Integração psíquica; Simbolismo.

                           Tamires Reame da Silva

Estesia e experiência estética: a Percepção do corpo presente e sensível

Este trabalho discute o papel da arte imersiva como forma de resgatar a possibilidade de estesia — a capacidade de experienciar e reconhecer o corpo e sua sensorialidade como partícipe da experiência estética — em sujeitos imersos na chamada “Era das Telas”, período marcado pela predominância das tecnologias digitais e pela primazia visual. A pesquisa parte de uma inquietação pessoal sobre os notáveis efeitos anestésicos e dissociativos de uma relação fragilizada entre indivíduo e mundo em decorrência da mediação predominante de dispositivos tecnológicos na experiência vivida, reconhecendo na arte um caminho possível de reconexão com o corpo e com o mundo. Esse estudo articula fundamentos da experiência estética a partir dos pensamentos de comentadores como Jorge Larrosa e da teoria crítica considerando Hans Ulrich Gumbrecht. Associo à pesquisa, ainda, ao conceito de fenomenologia a partir do pensamento de Maurice Merleau-Ponty a fim de refletir sobre os modos contemporâneos de percepção e a potência da arte imersiva frente ao empobrecimento sensorial. Abarco, ainda, a discussão sobre a impossibilidade da experiência sensível em decorrência de interfaces digitais. Para evidenciar estratégias sensoriais como forma de resistência estética à tecnomediação da experiência, são analisadas obras de arte contemporâneas que operam nesse sentido de resistência.

Palavras-chave: Estesia; Experiência; Percepção; Arte imersiva.

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XII Semana Arte e Sociedade https://antigo.celiahelena.com.br/2025/08/27/xii-semana-arte-e-sociedade/ Wed, 27 Aug 2025 16:58:47 +0000 https://celiahelena.com.br/?p=37601 O Célia Helena convida toda sua comunidade teatral a participar dos debates da XII Semana Arte e Sociedade, que acontecerá neste segundo semestre de 2025 no Teatro do Célia.

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O Célia Helena convida toda sua comunidade teatral a participar dos debates da XII Semana Arte e Sociedade, que acontecerá neste segundo semestre de 2025 no Teatro do Célia.

Abertura: 28/08/2025, quinta-feira

19h20 – Leitura Dramática dirigida por Lígia Cortez do texto de Renato Janine Ribeiro
Maria/Sade ou “a Rainha louca de Portugal, dona Maria I, apresentada na casa de loucos de Charenton pelo Marquês de Sade”
Sobre o autor:
Elenco

Álvaro Uliani
Laerte Mello
Larissa da Matta
Nicolas Mekhitarian
Oswaldo Mendes
Roberta Martinelli

Coro

Ariane Pedroso
Camila Gregório
Pedro Rebeschini
Tato Cegato

Leitura dramática Maria_Sade.7

Cartaz criado para a leitura de “Maria/Sade”

Após a leitura, haverá um bate-papo com Renato Janine Ribeiro mediado pelo professor Marcos Barbosa, coordenador do curso de pós-graduação em Dramaturgia e vice-coordenador do Programa de Pós-graduação em Artes da Cena (PROA), da Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH).

Esta é uma oportunidade especial de presenciar os primeiros passos do processo criativo, quando os atores ainda estão descobrindo o texto e experimentando seus caminhos em cena. A leitura dramática é um momento de escuta e investigação, em que a palavra escrita começa a ganhar voz, ritmo e intenção, revelando camadas do texto que só emergem no encontro vivo entre direção, ator, palavra e público.

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Célia Helena, em parceria com Fundação Itaú, abre inscrições para primeira turma do Doutorado Profissional em Artes da Cena https://antigo.celiahelena.com.br/2025/08/25/doutorado-profissional-artes-cena/ Mon, 25 Aug 2025 14:36:22 +0000 https://celiahelena.com.br/?p=37550 As inscrições, on-line, ficam abertas de 25 de agosto até 15 de setembro.

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Primeiro programa brasileiro autorizado a oferecer Mestrado Profissional em Artes da Cena, o PROA (Programa de Pós-graduação em Artes da Cena) da Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH) é, mais uma vez, pioneiro na realização de um curso de Doutorado Profissional nessa área. 

Lançado em 2017, o PROA já formou cerca de 200 mestres e mestras, com projetos realizados em mais de 50 municípios, espalhados por todas as regiões do país. Esses números refletem a importância do trabalho conjunto realizado com a Fundação Itaú, que desde 2022 patrocina a Turma Especial Laboratório em Artes e Mediação Cultural – e que agora resulta na oferta de nossa primeira turma de Doutorado Profissional. 

É com grande alegria que anunciamos, em parceria com a Escola Fundação Itaú, o lançamento da primeira turma, totalmente gratuita, do nosso Doutorado Profissional em Artes da Cena. O objetivo maior do programa é colaborar para o aprimoramento de pesquisas voltadas a questões sociais e ao mercado de arte e cultura no Brasil. Esta iniciativa reforça nossos valores e nossa visão sobre a educação, a arte e a cultura focada no coletivo e na democratização do acesso a esses bens imateriais e fundamentais”, celebra Lígia Cortez, diretora artística e pedagógica da ESCH. 

Parceria consolidada pela arte e cultura

Nos últimos anos, a Fundação Itaú tem focado suas ações na intersecção entre arte e educação, atuando tanto na educação formal quanto no ensino não formal. Nesse contexto, a Fundação Itaú inicia uma parceria com a Escola de Artes Célia Helena para a primeira turma do Doutorado Profissional em Artes da Cena, o primeiro do Brasil com foco em Artes, destacando a importância da continuidade na formação de profissionais para arte e educação“, declara Valéria Toloi, Gerente de Formação e Fomento da Fundação Itaú.

Especificidades do Doutorado Profissional

Diferentemente dos programas de natureza acadêmica, o Doutorado Profissional em Artes da Cena se voltará pesadamente para projetos de pesquisa que partam de práticas profissionais consolidadas que venham a sanar ou mitigar problemas reais diagnosticados no campo social e no mundo do trabalho em artes da cena, cultura e artes, em nível regional e nacionalTambém esperamos avançar com relação ao nosso mestrado, uma vez que agora com o doutorado os projetos se voltam para a atuação junto a grandes grupos e comunidades, não se limitando à pesquisa autorreferencial”, revela Karina de Almeida, coordenadora do PROA, na ESCH. 

Linhas de pesquisa

Voltado para mestres e mestras com formação em quaisquer áreas do conhecimento, o Doutorado Profissional do PROA objetiva, por meio do desenvolvimento de projetos de pesquisa de intervenção, encontrar a solução de problemas complexos no campo social e no mundo do trabalho, bem como capacitar suas turmas para a atuação docente no universo do Ensino Superior.

Para isso, conta com quatro linhas de atuação profissional, abrangentes e inclusivas:  

  • Processos Pedagógicos;  
  • Memória e Acervo;  
  • Processos Criativos; e  
  • Gestão de Processos.  

Inscrições abertas

As inscrições ficam abertas das 9 horas do dia 25 de agosto até as 18 horas de 15 de setembro de 2025, e são realizadas através de formulário disponível na Escola Fundação Itaú. O processo seletivo será realizado entre 16 de setembro e 20 de outubro e a lista final dos selecionados será publicada no dia 21 de outubro de 2025.

Para mais detalhes sobre o processo seletivo, estrutura do curso e os documentos necessários para inscrição, acesse o edital abaixo. 

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Ato de Apoio e Reconhecimento ao Teatro de Contêiner Mungunzá https://antigo.celiahelena.com.br/2025/08/21/ato-de-apoio-e-reconhecimento-ao-teatro-de-conteiner-mungunza/ Thu, 21 Aug 2025 14:33:41 +0000 https://celiahelena.com.br/?p=37508 Célia Helena apoia e reconhece o papel fundamental do Teatro de Contêiner Mungunzá na democratização do acesso à arte e à cultura.

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teatro mungunzá - apoio

O Célia Helena Centro de Artes e Educação, em nome de nossa comunidade, manifestamos apoio ao Teatro de Contêiner Mungunzá. Defendemos a necessidade da permanência do grupo no território onde, há nove anos, se constitui como polo de pensamento crítico, ação comunitária e criação artística.

De forma incansável, o Mungunzá construiu um diálogo intenso e criativo com setores sociais mais diversos da cidade de São Paulo. Seu trabalho é uma manifestação viva e vibrante da democratização do acesso à arte e da cultura para além dos espaços convencionais, mostrando a potência da ação que, associada à utopia, contorna percalços e se faz percurso.

Ao longo de quase uma década, o Teatro de Contêiner se estabeleceu como uma referência no cenário cultural paulistano e uma fonte de inspiração para a classe artística brasileira. Suas iniciativas, que aliam valor artístico e social, caracterizam-se pelo olhar voltado para a inclusão. As atividades oferecidas gratuitamente ou a preços acessíveis, juntamente com a preocupação com a acessibilidade, comprovam esse compromisso.

Palavra de Lígia Cortez

“Quando um equipamento cultural se estabelece em um território, ele se torna um bem comum para toda a comunidade. Seu valor é reconhecido pelo público que frequenta, participa e usufrui de suas atividades. Assim, quando um teatro é despejado, uma parte vital da cultura é extirpada. Como artista e educadora, manifesto meu apoio ao Teatro de Contêiner, à Cia Mungunzá, e a todos os teatros presentes e àqueles que ainda estão por vir, pois representam a voz de toda uma sociedade”, declara Lígia Cortez, diretora artística e pedagógica do Célia Helena Centro de Artes e Educação.

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